Pacote do MEC custará R$ 1,6 bi

Lisandra Paraguassú - O Estado de S.Paulo

Ministério investirá em ensino médio técnico a distância

O governo federal anunciou ontem mais um pacote de ações para a Educação que somam quase R$ 1,6 bilhão. Os novos programas já estão previstos no Orçamento de 2008. A maior parte dos recursos está direcionada para a educação básica, como mostrou o Estado no último sábado. E uma das novidades é a criação de uma rede de ensino a distância para o ensino técnico de nível médio, especialmente na área de serviços.O Sistema Escola Técnica Aberta do Brasil (E-Tec Brasil) terá R$ 70 milhões no Orçamento de 2008 - e R$ 150 milhões nos anos seguintes - para que sejam oferecidos os cursos técnicos em colaboração com Estados e municípios. A E-Tec Brasil será coordenada pelas escolas técnicas federais de ensino médio. "Em áreas como a área de serviços, uma das que mais crescem no País, é possível termos ensino técnico a distância", disse o ministro da Educação, Fernando Haddad. Para o ensino básico são R$ 517,26 milhões destinados à ampliação da merenda e do transporte escolar para as redes de ensino médio, assim como o Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE) - em que o colégio recebe verba para administrar como for necessário. Outros R$ 105,78 milhões serão usados para expandir o transporte escolar e o PDDE também para o ensino infantil. O MEC também investirá na ampliação da rede de ensino profissionalizante, com o Brasil Profissionalizado. Serão, em 2008, R$ 200 milhões à disposição dos Estados para serem usados na ampliação das redes de ensino médio conjugado com técnico. Em quatro anos, a intenção é investir R$ 900 milhões. No ensino superior, o governo colocará R$ 80 milhões no programa Pós-Doutorado no Brasil. Ele já havia sido anunciado no lançamento do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), em abril, mas sem as metas de investimento. Terão prioridade na seleção os projetos que previrem integração entre universidades, institutos de pesquisas e programas de pós com empresas. Também estão previstos mais recursos para o apoio a alunos carentes das universidades federais. Serão investidos R$ 130 milhões no ano que vem para ampliar programas de auxílio-moradia, restaurantes universitários, transporte e creches para filhos de alunos. A criação de 13 mil vagas para professores nas universidades federais não foi apresentada. Elas supririam as necessidades das instituições nos seus projetos de expansão.