Pacientes reclamam de falta de orientação

ALEXANDRE GONÇALVES - O Estado de S.Paulo

Pacientes que suspeitavam ter gripe suína e que buscaram ajuda ontem no Hospital São Paulo, zona sul de São Paulo, reclamavam de informações confusas até chegar à unidade. A empregada doméstica A., de 38 anos, que trabalha para uma família do Morumbi que esteve na Argentina, relatou que estava há vários dias com sintoma de gripe e que nos posto de saúde lhe deram um medicamento qualquer. "Nem perguntaram nada." Seu quadro não melhorou e então ela foi à Santa Casa, serviço que a encaminhou para o hospital, unidade de referência. "Ninguém da família onde trabalho está doente, mas a minha patroa disse que era bom eu ver ", disse. Algumas pessoas podem não ter os sintomas da gripe, mas mesmo assim estar transmitindo o vírus. O gerente de projetos André Luiz Rocha, de 35 anos, disse que a confirmação de pelo menos um caso da doença em sua empresa fez com que o ambulatório o encaminhasse ao hospital assim que relatou sintomas como coriza, mesmo sem febre. "Eles disseram que em um dos casos da empresa a pessoa não teve febre." Mas um dos principais sintomas para classificar um caso como suspeito é a febre. Rocha esperou quase duas horas e teve o caso descartado. "O pior é que fiquei aqui um tempão em uma sala com vários outros casos suspeitos." O analista de sistemas Adriano Shintaku, de 26 anos, esperou por quase 2 h para ser atendido no Emílio Ribas. Antes, passou pelo HC, mas cansou de esperar. Sua mãe voltou dos EUA há alguns dias com sintomas e ainda espera o exame de confirmação. Ontem, Shintaku teve febre alta e resolveu procurar auxílio médico. Bruna, de 5 anos, também estava com febre na fila, mas ainda tinha esperança de dançar quadrilha na festa junina. Uma colega do seu irmão trouxe a doença do Chile e passou para alguns amigos.