Operação livra menina de até 20 convulsões por dia

- O Estado de S.Paulo

Bárbara Nunes da Silva, de 9 anos, ainda está com os cabelos curtos em razão da cirurgia de epilepsia feita em maio, em São Paulo. Até a operação, a menina chegava a ter 20 convulsões por dia. Depois da cirurgia, a família nunca mais teve sustos. "Por causa das convulsões, ela quebrou braço, perna e dente, rasgou gengiva. Os tombos eram fortes. Tínhamos de ficar 24 horas por dia atentos. Nem ao banheiro podia ir sozinha", lembra a mãe, Vanessa Nunes da Silva. Bárbara está entre os 20% dos epilépticos que não conseguem resolver o problema com remédios. Ela esperou seis meses na fila até ser operada, pelo Sistema Único de Saúde (SUS), no Hospital Estadual Brigadeiro. A menina agora consegue se concentrar, tem liberdade para brincar sozinha e, no mês passado, pôde voltar a estudar, coisas que a epilepsia não permitia. "Sem as convulsões, até a fisionomia dela mudou. Já não tem aquele rostinho de cansada, aquele olhar perdido. Eu, que sou mãe, consigo ver a diferença. Hoje ela é outra, mais esperta. Estamos todos mais felizes", diz Vanessa.