ONU quer verba para controlar malária

Efe e Reuters - O Estado de S.Paulo

Secretário-geral Ban Ki-moon propôs esforço especial na África

A Organização das Nações Unidas (ONU) celebrou ontem, pela primeira vez, o Dia Mundial da Malária e lançou um apelo para que sejam redobrados os esforços de arrecadação de fundos e para que as medidas de prevenção sejam mais eficientes.Em uma mensagem de vídeo divulgada em Nova York, nos Estados Unidos, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, propôs colocar sob controle a epidemia da doença na África em menos de mil dias. Segundo ele, a meta é "audaciosa, mas possível, desde que a comunidade internacional de mobilize".A Organização Mundial da Saúde (OMS) decidiu no ano passado transformar o Dia Africano da Malária - que era celebrado há dez anos - em um evento mundial devido a apelos de países da Ásia e da América Latina, regiões onde a doença está presente. No Brasil são registrados cerca de 500 mil casos por ano da doença, que atinge principalmente a Amazônia Legal.A mensagem principal da celebração de ontem foi explicar para essas nações que existem modos eficazes de prevenção, principalmente com o uso de mosquiteiros impregnados com inseticida e o atendimento rápido com remédios apropriados. Apesar dessas alternativas e das constantes campanhas nacionais e internacionais, os novos casos continuam variando entre 350 milhões e 500 milhões anualmente. A malária ainda mata 1 milhão de pessoas ao ano, 80% delas crianças, apesar de os recursos para combatê-la terem aumentado 20 vezes em relação há uma década. As crianças e mulheres grávidas constituem os grupos mais vulneráveis.Estima-se que a metade da população mundial vive próxima ou em zonas onde é possível contrair a malária. A doença é endêmica em 107 países. Para avançar no ritmo necessário, foi fixado como objetivo para 2010 a utilização de mosquiteiros por 80% de pessoas em risco de contrair malária e que os novos casos sejam atendidos em um prazo de 48 horas. Um dos grandes problemas para controlar a propagação da doença é a resistência gerada pela variedade de remédios que muitos países continuam usando por serem mais baratos, mas que foram desaconselhados.