No PR, remuneração maior para produto de qualidade

Evandro Fadel e Emilio Sant?Anna - O Estado de S.Paulo

Algumas das 19 cooperativas produtoras de leite do Paraná levam em conta a qualidade para remunerar os produtores desde o início da década de 1990. A regional paranaense do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) tem, entre os cursos e seminários programados, um exclusivamente a respeito da Instrução Normativa 51, que orienta sobre como produzir leite de alta qualidade.Entre os empreendimentos que pagam por qualidade está a Frimesa, com sede administrativa em Medianeira, no sudoeste do Paraná, mas com atuação, por meio de outras cinco cooperativas afiliadas, no sul, oeste e sudoeste do Estado, de onde lhe chegam diariamente 650 mil litros de leite. De acordo com o diretor-executivo da Frimesa, Elias Zydeck, ela foi uma das pioneiras em recolhimento do leite em caminhões isotérmicos e resfriamento, levando à quebra do ciclo de desenvolvimento de microrganismos.Os produtores recebem o pagamento de acordo com a qualidade do leite que apresentam. Os exames são feitos semanalmente, com levantamento, entre outros itens, de células somáticas e teores de gordura e proteínas. Na remuneração também é levado em conta o cuidado com toda a estrutura que envolve o animal, como vacinações e higiene na ordenha e armazenamento.Conforme a pontuação, o produtor pode receber até 12% sobre o preço-base estabelecido pelo Conselho de Produtor e Indústrias de Laticínios do Paraná (Conseleite) ou ter os valores reduzidos em até 6%. "Passamos a ser parceiros", disse Zydeck. Na Castrolanda, que tem sede em Castro, na região dos Campos Gerais, a granelização começou também no início da década de 90. Logo depois foi introduzido o sistema de pagamento por qualidade. "O produtor ganhou em produtividade e a cooperativa passou a sobressair no mercado como reconhecidamente de qualidade", afirmou o coordenador de Produção Agropecuária da cooperativa, Rogério Marcus Wolf.