Mulheres devem tomar contraceptivo alternativo

- O Estado de S.Paulo

De acordo com a ginecologista Tania Lago, coordenadora do Programa de Saúde da Mulher da Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo, é recomendável que as mulheres que utilizaram o anticoncepcional injetável Contracep procurem seu médico ou o serviço de saúde."Quem tomou o Contracep há um mês deve adotar imediatamente qualquer outro tipo de anticoncepcional, camisinha, pílula, DIU (Dispositivo Intra-Uterino) ou mesmo outra injeção hormonal que não seja o medicamento suspenso", informou. "Não há por que suspeitar dos demais anticoncepcionais injetáveis, usados há muitos anos no Brasil sem que se tenha registro de problemas."As mulheres que tomaram o remédio há mais de um mês devem ficar atentas a sintomas como irregularidade ou atraso menstrual e realizar imediatamente o teste de gravidez. O exame é oferecido gratuitamente na rede pública de saúde ou pode ser comprado em farmácias. Até que o resultado do teste de gravidez seja conhecido, é necessário utilizar outro método contraceptivo paralelo.Segundo Tania, nenhum outro problema para a saúde foi identificado por conta do uso do medicamento além do risco de gravidez. "O único problema é que, por causa da solubilidade inadequada, o princípio ativo não se mistura ao líquido da injeção. Portanto, a quantidade de hormônio aspirada na seringa é menor do que o necessário para prevenir a gravidez", explica Tania.A suspeita sobre o Contracep foi levantada a partir de testes de rotina realizados pela secretaria para garantir a qualidade dos medicamentos distribuídos na rede. Até agora, o programa da secretaria não registrou nenhum caso de gravidez.