Mosquito da dengue mantém o Rio sob alerta

Talita Figueiredo - O Estado de S.Paulo

A infestação pelo mosquito da dengue no Rio continua em nível de alerta. Levantamento feito Prefeitura no início do ano mostra que é de 2,9 % o índice de infestação pelo mosquito Aedes aegypti nas casas da capital, o mesmo divulgado em novembro de 2008. O satisfatório, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), são valores abaixo de 1%. Índices entre 1% e 3,9% significam alerta e acima de 3,9%, risco de epidemia.O Índice Rápido de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa) foi apurado a partir do trabalho de agentes da Secretaria Municipal de Saúde. Ele estima a porcentagem de imóveis em que há larvas do mosquito em uma determinada região. Este ano já foram registrados no município do Rio 85 casos da doença. No Estado, duas mortes suspeitas são investigadas.No ano passado, houve uma epidemia de dengue no Rio de Janeiro. E desde o segundo semestre de 2008 o Ministério da Saúde tem alertado prefeitos do Estado sobre o risco de nova explosão de casos da doença. No entanto, em 2008, na primeira quinzena de janeiro, a cidade já registrava mais de 4.000 casos.Segundo o levantamento da Prefeitura, o conjunto de favelas do Alemão, na zona norte do Rio, é a região da cidade onde foi encontrado o maior número de possíveis focos do mosquito. De cada 100 casas visitadas, em 14 os agentes encontraram concentrações do inseto. Em segundo lugar está a Pavuna, com 9,8% de infestação e, em seguida, com 8%, estão Pechinha, Inhoaíba e Freguesia, na zona oeste, e Cascadura e Quintino, na zona norte. "O Rio tem peculiaridades de geografia e clima, mas estamos programando ações de combate ao mosquito da dengue e de prevenção da doença nessas áreas da cidade", disse o secretário de Saúde, Hans Dohmann.Uma das mortes investigadas é a de uma jovem de 18 anos que morreu em Duque de Caxias, em 10 de janeiro, na Baixada Fluminense. A outra aconteceu em Itaboraí, Região Metropolitana.