Moradores de rua

- O Estado de S.Paulo

Toda quarta-feira, entre as 8 horas da manhã e 1 hora da tarde, a artesã Marilena Tiburcio, de 55 anos, fica entre panelas, na cozinha da Associação Beneficente Nossa Senhora do Bom Conselho e São Luiz Gonzaga. Ajuda a preparar a comida, e a servir, lavar louça, varrer. Localizada na região central de São Paulo, a associação atende 120 moradores de rua. Podem tomar banho, se alimentar, assistir a um jogo na TV. Marilena não perde a chance de estar lá com eles no almoço natalino - é a única voluntária que aparece nessa data apara ajudar os poucos funcionários. "O Natal lembra reunião de família, por isso todos sentem falta desse convívio, ficam tristes e cabisbaixos", fala. "Para eles, ouvir uma palavra de carinho é o suficiente para se sentirem bem. Meus filhos não só curtem muito o que faço, como participam esporadicamente desse trabalho voluntário. Só depois do almoço é que vou para minha casa festejar com minha família, satisfeita e contente por ter feito a minha parte."