Moda esportiva de verdade

Agencia Estado - O Estado de S.Paulo

O importante é competir, todo mundo sabe, mas sair ganhando na elegância pode até aumentar a confiança de um atleta. Duvida? ´O fator psicológico é tudo...estar bonito faz diferença´, confessa André Domingos, medalhista do atletismo, de dentro de um macaquinho de microfibra de poliéster, coladinho ao corpo, do jeito que ele gosta para entrar na pista e arrasar. A peça é um dos 130 modelos da coleção de uniformes oficiais da delegação brasileira, apresentada quarta-feira, em um desfile no Copacabana Palace, que contou com a participação de vários atletas que vão disputar o Pan-americano, no Rio de Janeiro, a partir de 13 de julho. Diante dos modelitos apresentados pode-se dizer que aquilo sim é que é moda esportiva. Até quem só pratica levantamento de copo ou esgrima com espeto de churrasco vai querer usar. Apostando na força da vaidade, a Olympikus, que patrocina o evento, fechou parceria com a galera do bureau de criação OEstudio. ´Um uniforme tem de servir para o atleta praticar o esporte, mas também tem um valor de marca e um valor moral, quem usa precisa se sentir mais forte, confiante´, explica Fabrício da Costa, um dos sócios da grife. ´A uniformização é a cara do Brasil para o mundo´, empolga-se Paulo Santana, diretor de marketing da Azaléia (que fabrica os produtos Olympikus). No total, serão produzidas 70 mil peças, entre roupas de Vila, treino, competição e pódio, para atender os 970 membros da delegação nacional. Tratada como coleção de moda, a linha de uniformes teve como tema a natureza do Brasil. A referência está nas cores (com predominância do amarelo, verde e azul) e nas estampas (que imitam veias). Enquanto os modelos de treino lembram protótipos, lisos e sem adereços, a roupa de competição se assemelha a um pavão. ´É preciso intimidar com estilo´, defende Fabrício. Para o pódio, um uniforme em gradiente (degradê) digno do orgulho de quem chegar lá.