Marca registrada

Virna Wulkan - O Estado de S.Paulo

No Ano da França no Brasil, saiba mais sobre a estilista que revolucionou o modo de vestir das mulheres

Se a moda do século 20 tivesse de ser sintetizada em um único nome, seria Chanel. Gabrielle Chanel, ou Coco - como foi apelidada no tempo em que cantava em cabarés - é um ícone não só pelo legado que deixou, mas também porque foi a responsável por uma revolução no vestuário feminino. Até hoje, tem seu nome associado a estilos que vão de um corte de cabelo (até os ombros) a um modelo de sapato (aquele com o calcanhar aberto). Está prevista para outubro, inclusive, a estreia no Brasil do filme Coco Antes de Chanel, que conta a vida da estilista, e é dirigido por Anne Fontaine e estrelado por Audrey Tautou.

Chanel surgiu em plena Belle Époque, quando as mulheres usavam apenas vestidos longos e saias volumosas. E foi aos poucos introduzindo peças mais práticas, confortáveis e funcionais, muitas delas trazidas do guarda-roupa masculino, como calça comprida, suéter e camisa.

Algumas de suas criações tornaram-se célebres, como o tailleur de tweed, o pretinho básico (até então o preto era considerado uma cor restrita a mulheres de baixo nível social) e a bolsa de matelassê com alças douradas - até hoje uma das campeãs de venda da grife e talvez o modelo mais copiado de todos os tempos. Pérolas falsas e correntes douradas, substituindo as de ouro, também foram algumas de suas marcas, causando alvoroço em uma sociedade que exigia que as mulheres ostentassem suas joias. Assim como a camélia, a flor usada na lapela, que se tornou típica de seus looks.

Com seu perfil empreendedor e emancipado, a estilista francesa soube traduzir nas roupas o espírito de um tempo. E torná-lo eterno. Chanel morreu em 1971, mas a sua herança perdurará para sempre.