Jovens têm acesso a camisinha na escola

- O Estado de S.Paulo

A escola é o 2º lugar em acesso a preservativos de pessoas entre 15 e 24 anos (16,5%). O porcentual só é menor que o dos serviços de saúde, que distribuíram camisinhas para 37,7%. Os números foram comemorados. "Quanto maior o acesso, maior a probabilidade de os jovens que iniciaram a vida sexual usarem preservativo", disse a coordenadora do Programa Nacional de DST-Aids, Mariangela Simão. O trabalho de esclarecimento entre estudantes começou em 2003, quando foi implantado o programa Saúde e Prevenção nas Escolas, e hoje é oferecido em 50 mil instituições. "No início, minha mãe imaginava que isso aqui seria só para distribuição de camisinhas, ela não gostou. Mas hoje dá o maior apoio", conta Suelen Lúcia Vieira, de 17 anos, estudante e voluntária do projeto existente em sua escola, o Centro de Ensino Médio, em Taguatinga, cidade-satélite de Brasília. No programa desenvolvido na escola, Suelen e suas colegas fazem palestras e dão aconselhamento sobre métodos contraceptivos. "Camisinhas são distribuídas para estudantes do ensino médio que nos procuram." Ela conta que ainda há jovens que acreditam que o principal no trabalho é a adoção de métodos contraceptivos. "A prevenção da aids parece ser a preocupação inicial, mas depois isso é deixado de lado. Procuramos mostrar que tal preocupação tem de ser constante", diz.