Inspeção aponta falhas na produção do Contracep

Fernanda Aranda - O Estado de S.Paulo

Uma série de falhas na produção do anticoncepcional injetável Contracep foi identificada em inspeção feita pelo Centro de Vigilância Sanitária Estadual (CVS). Foi constatado que a fabricante, EMS-Sigma Pharma, alterou a fórmula do produto sem autorização do governo federal; o controle de qualidade da medicação é deficiente; a embalagem não cumpre as exigências legais e a dosagem de hormônio nas ampolas sempre estava muito próxima ao limite mínimo para evitar a gravidez.A investigação do CVS foi realizada na fábrica da EMS entre os dias 12 e 23 de novembro. O laboratório foi notificado e tem até segunda-feira para apresentar defesa.Em nota, informou que "não tem registros conclusivos de gravidez e ineficácia do produto".Distribuído em unidades básicas de saúde (UBS) e vendido em farmácias por preços populares - R$1,50 no Programa Farmácia Popular e R$ 15 nas drogarias - os primeiros problemas do Contracep foram apontados por análises do Instituto Adolfo Lutz. Na época, foi constatado que três lotes do medicamento, 080501-1, 080496-1 e 087359-1, tinham quantidade hormonal inferior à necessária.As novas informações sugerem que todos os lotes do Contracep, possivelmente, apresentam irregularidades.