Incor lança projeto e pretende captar R$ 110 mi em 10 anos

Simone Iwasso - O Estado de S.Paulo

Após crise financeira, instituto em São Paulo planeja novos investimentos e promove jantar beneficente

Passada a pior fase da crise que ameaçou fechar o hospital no fim do ano passado, o Instituto do Coração (Incor), em São Paulo, prepara-se para anunciar hoje, durante um jantar beneficente no restaurante Figueira Rubaiyat seu programa de investimentos para os próximos dez anos.Chamado Incor Próximos Dez Anos: mais Ciência e Humanismo, o projeto pretende captar do governo e de agências nacionais e internacionais cerca de R$ 110 milhões. Os recursos devem ser aplicados em três frentes: atendimento, pesquisa e novas tecnologias. Entre os projetos do Incor, está prevista a construção de uma nova área de emergência do hospital, a reforma de unidades de internação, a finalização do centro de pesquisa básica e a compra de equipamentos.DÍVIDAS Há cerca de um ano, no auge de uma crise financeira, a Fundação Zerbini, que administra o Incor, adotou medidas que ajudaram a instituição a reverter uma dívida de R$ 250 milhões e dois déficits anuais em torno de R$ 56 milhões, em 2005 e 2006.As despesas foram reduzidas, o atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS) foi ampliado e funcionários foram transferidos para o Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (HC-USP). A dívida de R$ 30 milhões da instituição acumulada com fornecedores foi renegociada e ganhou novo prazo para pagamento. Além de a Fundação Zerbini ter renegociado suas dívidas, houve a mudança de sede e a entrega da unidade do Incor em Brasília (DF), que funcionava com déficit desde a sua criação.Os números de desempenho do Incor deverão ser apresentados no evento de hoje. Os convites para o jantar estão sendo vendidos a R$ 250. A renda será revertida para o novo projeto.Deverão estar presentes no evento atores, políticos, empresários e intelectuais. Os pratos serão assinados pelo diretor-executivo do Incor, David Uip, pelo deputado federal José Aristodemo Pinotti e pelo ex-ministro da Educação e deputado Paulo Renato Souza. Também está prevista a presença do ministro da Saúde, José Gomes Temporão.