Igreja busca acordo para controlar locais sagrados

Daniela Kresch - O Estado de S.Paulo

Bento XVI desembarca amanhã em Israel sob enorme esquemas de segurança. Mais de 80 mil policiais, soldados e agentes secretos israelenses foram deslocados para proteger o pontífice durante sua visita de cinco dias à Terra Santa. O papa vai visitar, em Jerusalém, locais sagrados para o Cristianismo, como os Jardins do Getsêmani e a Igreja do Santo Sepulcro. Também vai rezar missas na Igreja da Anunciação, em Nazaré, e na da Natividade, em Belém (Cisjordânia). E visita o Muro das Lamentações, local mais importante para o Judaísmo, e o Monte do Templo, sagrado para os muçulmanos, além do Museu do Holocausto, em Jerusalém. Um dos objetivos da viagem, é fortalecer laços entre cristãos, judeus e muçulmanos - meta difícil diante do conflito entre Israel e o mundo árabe. Outro objetivo é apoiar a minoria cristã na Terra Santa. Em Israel, os cristãos são 2% dos 7,5 milhões de habitantes. Nos territórios palestinos, são 5% dos 3,5 milhões de moradores da Cisjordânia e da Faixa de Gaza. Outro propósito, menos divulgado, seria reforçar o pedido da Santa Sé para controlar seis locais sagrados que estão sob Israel e a Autoridade Palestina. Entre eles, o coenaculum (onde Jesus Cristo teria feito a Última Ceia), em Jerusalém, e a Igreja da Multiplicação, na Galileia. Recentemente, o presidente israelense Shimon Peres assinalou com a possibilidade, que melhoraria as relações entre Vaticano e judeus.