Ibama exige reforma de zôos

Brás Henrique - O Estado de S.Paulo

4 unidades da região de Ribeirão Preto vão se adequar

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) está exigindo que quatro zoológicos da região de Ribeirão Preto tenham quarentenários (recintos para os animais novos que chegam a esses locais). Sem isso, o órgão não fornecerá as homologações e os zoológicos podem ser interditados. No caso de Ribeirão Preto, o bosque municipal deverá transformar o setor extra em quarentenário. Os zôos de Jardinópolis, São José do Rio Pardo e Vargem Grande do Sul estão em situação mais delicada. Segundo a chefe do escritório regional do Ibama em Ribeirão Preto, Eliana Velocci, um relatório sobre a situação do Bosque Fábio Barreto, de Ribeirão Preto, deverá ficar pronto em 15 dias. O órgão deve dar prazo entre três e quatro meses, no máximo, para que a situação seja regularizada. Segundo o zootecnista Alexandre Gouvêa, chefe da Divisão de Educação Ambiental do bosque, o setor extra (geralmente para animais excedentes ou doentes) será transformado em quarentenário. Mas, para isso, terá de ser construído novo setor extra, em outra área. Duas plantas e os cronogramas de obras serão encaminhados ao Ibama. Há cerca de 640 animais de 110 espécies no zôo. Eliana Velocci afirma que a situação do zoológico de Jardinópolis é a pior da região, pois poderá ser fechado à visitação pública. "Está tudo irregular, inclusive a cozinha, que está uma bagunça, com materiais de construção e de limpeza", diz. Em Vargem Grande do Sul, a bióloga responsável morreu há um ano, o Ibama nem foi avisado e 15 pedidos de adequações, feitos desde 1990, não foram atendidos até hoje. No zôo de São José do Rio Pardo, que fica numa ilha, uma ponte caiu em janeiro e não foi reconstruída ainda. O acesso é feito por meio de barco. Os zoológicos, com menos de 150 animais cada um, não estão homologados. As espécies mais comuns são papagaios, araras, tucanos, macacos-prego e sagüis.