Hospital do Câncer investe R$ 100 mi em 3 anos para ampliar atendimento

Alexandre Gonçalves - O Estado de S.Paulo

O Hospital A.C. Camargo (antigo Hospital do Câncer) irá investir R$ 100 milhões nos próximos três anos para expansão do atendimento e das atividades de ensino e pesquisa. Boa parte da verba será investida na construção de dois novos edifícios.Um deles, que será entregue ainda este ano, abrigará o Centro Internacional de Pesquisa e Ensino (Cipe), unidade que concentrará em um único local todas as atividades científicas e educacionais realizadas pelo hospital. A instituição recebeu duas notas máximas da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) nos triênios 2001-2003 e 2004-2006 por seu curso de Especialização em Oncologia. O Cipe custará R$ 14 milhões e ocupará dois andares do novo prédio. Haverá outros seis para estacionamento.O segundo edifício, conhecido como torre de internação, ampliará em cem leitos a capacidade do hospital, atualmente com 267 leitos. Também contará com duas novas salas de cirurgia. Por enquanto, o hospital conta com 12 salas. O início da construção está previsto para 2009. Nos últimos 18 meses, a cada semestre, o hospital tem aumentado em 10% o número de leitos disponíveis. "Procuramos racionalizar a utilização do espaço físico. Havia áreas subutilizadas", diz Irlau Machado, CEO do hospital.Em 2007, foram realizados 418.422 atendimentos pelo SUS. Isso representa cerca de 60% dos atendimentos realizados pelo hospital. Mas o dinheiro pago pelo Ministério da Saúde corresponde a apenas 3% das receitas necessárias para manutenção dos serviços. Os demais atendimentos, realizados para clientes particulares e planos de saúde, contribuem com 94% da renda do hospital. Os 3% restantes são obtidos por meio de doações. "Vamos gastar anualmente, no mínimo, R$ 10 milhões com novos equipamentos", prevê Machado. O centro oferece tratamento para mais de 800 tipos de câncer e conta com uma equipe de 350 médicos especialistas.No início do próximo mês também está prevista a inauguração em São Paulo do Instituto do Câncer, mantido pelo Estado. O instituto investirá em um centro de pesquisas para desenvolver estudos com uma técnica que permite investigar alterações moleculares dos tumores e mapear a predisposição para o desenvolvimento da doença.