''''Hoje nós já estamos muito próximos da normalidade''''

- O Estado de S.Paulo

Presidente do Conselho Curador da Fundação Zerbini diz que só faltam detalhes para que o Incor funcione plenamente

Alguns pequenos ajustes devolverão o Incor à condição de melhor hospital cardiológico do País, garante o imunologista Jorge Kalil Filho, presidente do Conselho Curador da Fundação Zerbini. Kalil, um cientista de renome mundial, praticamente parou de pesquisar depois que trocou o laboratório pela mesa de gestor. Um ano depois, como está o Incor? O Incor nunca sofreu. O que estava quebrando era a Fundação Zerbini. Nós conseguimos fazer com que nada de ruim fosse transmitido ao Incor, que continuou o seu atendimento. Hoje estamos muito perto da normalidade. Faltam alguns pequenos ajustes. Mas a situação é completamente diferente. Há um ano eu não tinha dinheiro para pagar a folha dos funcionários. A crise fez o Incor perder bons profissionais? Não perdemos muito do pessoal médico, mas perdemos bons quadros na área de enfermagem e de outros serviços. Já estamos repondo essas perdas. O sr. sempre diz que o grande diferencial do Incor é a pesquisa. Esse diferencial perdeu algo na crise? Como a quase totalidade das verbas para pesquisa vêm das agências de fomento ou dos grandes laboratórios, as pesquisas não foram reduzidas. Seu paciente mais ilustre é o presidente da República. Isso ajudou? Quando o presidente nos ajuda, não está pensando nele mesmo, pois tem acesso a qualquer instituição pública do País. Mas ele sabe - e me disse isso várias vezes - que o Incor pode ser útil ao povo.