Governo espera que viagem papal incentive turismo

Leda Balbino - O Estado de S.Paulo

Entre os benefícios que o governo jordaniano espera obter com a visita do papa, dois são claros. Primeiro: esclarecer que o privilégio de pertencer à Terra Santa não é só de Israel e dos territórios palestinos. Segundo: provar que o país é seguro e um ótimo destino turístico. "De acordo com o relatório de Competitividade Global do Fórum Econômico Mundial, a Jordânia ocupa a 14.ª posição em segurança interna em uma lista de 131 países", disse Nayef Alfayez, diretor da Comissão de Turismo. Sem petróleo e com o turismo como segunda fonte de renda (representando 14,7% do PIB), o governo espera que peregrinos do mundo todo persigam as pegadas do pontífice no país. No roteiro bíblico haveria pelo menos seis atrações, com destaque para o Monte Nebo - onde Moisés teria contemplado a Terra Prometida - e o local de batismo de Cristo, no Rio Jordão. Mas, de acordo com Alfayez, os locais sagrados não são a única meta. "Os turistas querem aliar o turismo religioso com outros destinos." Segundo ele, em 2008 o país recebeu 5.360 brasileiros, um aumento de 80% em relação a 2007.