Famílias estão menores e muitos vivem sozinhos

- O Estado de S.Paulo

A Síntese dos Indicadores Sociais confirmou a tendência de redução da família brasileira evidenciada com a divulgação dos primeiros dados da Pnad. O número médio de membros nas famílias caiu de 3,6 para 3,2. Enquanto na última década a proporção de casamentos com filhos caiu de 73,3% para 67,6% em todo o País, aumentou o número de casais sem prole: 15,6% em 2006 ante 13,1% em 1996. Em São Paulo, esse índice é ainda maior: 22,4%. O número de pessoas que vivem sozinhas, consideradas pelo IBGE como famílias unipessoais, também subiu: de 8% para 10,7%, entre 1996 e o ano passado. A maior parte dessas pessoas, 40,3%, tem mais de 60 anos. Quase metade das famílias brasileiras tem crianças e adolescentes com menos de 14 anos. Alagoas é o Estado onde essa proporção é maior: 69,2% dos lares abrigam crianças. Em São Paulo, elas só estão presentes em pouco mais de 20% dos domicílios. Além das diferenças regionais, a maior parte das crianças está em famílias pobres. Das famílias com filhos que contam apenas com um dos pais, 89,2% ficam sob responsabilidade da mãe. Cerca de 42% dessas mulheres têm todos os filhos com menos de 16 anos. Os efeitos dos programas de transferência de renda, como o Bolsa-Família, podem ajudar a explicar o aumento do rendimento familiar entre os grupos menos favorecidos. A desigualdade entre os grupos mais pobre e mais rico do País ainda permanece grande, mas diminuiu na última década. Em 1996, o rendimento mensal familiar dos 40% mais pobres foi de um terço do salário mínimo. No ano passado, esse valor aproximou-se de R$ 147, quase metade. A renda familiar dos 10% mais ricos, que ficam com 60,6% do total de rendimentos, manteve-se estável. Com isso, a renda familiar dos mais ricos (R$ 2.678), que era 23,4 vezes a dos mais pobres em 1996, é agora de 18,2 vezes maior.