EUA e China buscam acordo sobre aquecimento

AP e AFP, PEQUIM - O Estado de S.Paulo

Os dois maiores emissores de gases-estufa do mundo, Estados Unidos e China, tentaram alinhar nessa semana suas posições sobre o futuro regime político que tratará do aquecimento global. Em viagem oficial, o secretário-assistente de Energia americano, David Sandalow, disse que a visita ao país asiático provocou uma conversa "favorável e produtiva". Contudo, Sandalow disse que os dois lados ainda suspeitam da intenção do outro nesse campo. "A China pode e precisará fazer muito mais para o mundo ter qualquer esperança de conter as mudanças climáticas", disse o secretário-assistente. O porta-voz do Ministério de Relações Exteriores chinês, Qin Gang, disse que seu país não abre mão do conceito de "responsabilidades comuns, porém diferenciadas" e de responsabilidade histórica: países ricos devem apresentar cortes mais profundos de suas emissões do que as nações em desenvolvimento. Porém, ele disse também que os dois países concordaram em trabalhar "para que a Conferência de Copenhague obtenha resultados positivos". Na conferência, a ser realizada em dezembro, os 181 membros da Convenção da ONU sobre Mudanças Climáticas precisam concordar sobre o novo regime político que reduzirá a emissão de gases-estufa a partir de 2013, quando a primeira fase do Protocolo de Kyoto expira. Um consenso, contudo, parece estar distante, principalmente por causa das diferenças entre os países ricos e os pobres.