Estudantes terão informações sobre vacinação

- O Estado de S.Paulo

O secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Gerson Penna, afirmou que as escolas deverão se transformar num local importante também para a divulgação de informações de imunizações. A proposta do ministro da Saúde, José Gomes Temporão, é que os estudantes recebam em sala de aula noções de como manter a saúde: prevenção do fumo e do consumo abusivo de álcool, informações sobre planejamento familiar, informações para a evitar violência no trânsito e dicas de uma alimentação saudável. "Além disso, nós queremos que as escolas sirvam também para alertar os jovens da necessidade de manter em dia a carteira de vacinação", observou Penna. As imunizações nessa fase da vida têm como objetivo proteger contra doenças como a rubéola, o tétano e a hepatite B. Essa última, prevenível por vacina, por exemplo, teve 12.943 casos registrados no ano passado. Em 2004, foram 13.192. A idéia é que a informação seja dada em sala de aula de forma multidisciplinar. Agentes do Programa de Saúde da Família (PSF) farão duas visitas anuais a escolas. E, quando for necessário, equipes de unidades básicas de saúde (postos de saúde) poderão ir até as escolas para vacinar alunos que estão com carteira em atraso. "Queremos garantir uma boa cobertura vacinal nessa faixa etária", afirmou o secretário nacional de Vigilância em Saúde. "A escola agora será um dos locais para isso", acrescentou ele. Para Penna, é indispensável que Campanhas de Vacinação sejam agora associadas não só à pólio, mas à multivacinação. "Um dia em que todos podem ir até os postos e colocar em dia seu calendário. Vacinar não só contra pólio, mas também contra tétano, hepatite ou rubéola", completou ele.