Escola particular para carentes é a 1ª do Enem em São Paulo

- O Estado de S.Paulo

A Engenheiro Juarez Wanderley, de São José dos Campos, desbancou colégios tradicionais; Destaque da rede pública paulista aparece em 70.º lugar; Exame será ampliado neste ano para se tornar um grande vestibular

Na escola paulista de melhor desempenho no Enem, ninguém paga mensalidade. Os alunos do Colégio Engenheiro Juarez Wanderley, de São José dos Campos, obtiveram nota 76,02 (em 100) no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), realizado em 2008. Foi a 8ª mais alta do País. Todos são ex-estudantes do ensino público que passaram em uma concorrida seleção para estudar em um colégio mantido pela fabricante de aviões Embraer. A empresa investe R$ 14 mil por aluno ao ano. E eles superaram colegas dos tradicionais Bandeirantes, Vértice e Etapa, cujos pais desembolsam quase o dobro para mantê-los nesses colégios. Veja o ranking das 1000 melhores escolas do Brasil A única escola pública de São Paulo a aparecer entre os dez destaques é um centro federal, que dá formação técnica e seleciona seus alunos. A escola pública estadual paulista com maior pontuação surge só em 924º lugar e fica em Taboão da Serra. Na lista geral do Brasil, o Colégio São Bento, do Rio, uma das únicas que ainda só aceitam meninos, teve a melhor o melhor desempenho pela terceira vez.O criador da prova e atual secretário estadual da Educação, Paulo Renato Souza, critica a divulgação das notas. Ele diz que os alunos que participam em cada escola não necessariamente representam uma média dos que lá estudam, uma vez que o exame é voluntário. Mas o MEC sustenta que a informação é relevante. A primeira lista saiu em 2006. Neste ano, o Enem será ampliado e deve se tornar um grande vestibular nacional. A partir dele, já será possível comparar os resultados ano a ano, porque os exames passarão a ter o mesmo nível de dificuldade. 1 Colégio Eng. Juarez WanderleySÃO JOSÉ DOS CAMPOSFundado em fevereiro de 2002, o Colégio Engenheiro Juarez Wanderley, de São José dos Campos, já formou 1.100 alunos e se tornou referência no ensino gratuito de qualidade. A escola só aceita estudantes que cursaram os últimos quatro anos do nível fundamental na rede pública. Quem vem da rede particular não entra. É hoje a melhor escola do interior paulista, mantida pelo Instituto Embraer, que atua nas comunidades onde a fabricante brasileira de aviões mantém suas unidades: São José dos Campos, Gavião Peixoto e Botucatu. "É uma forma de retribuir tudo o que São José dos Campos e a região nos dá", diz o diretor do instituto, Pedro Ferraz. A empresa tem planos de fazer uma nova escola em outra cidade.A cada ano, aumenta mais a procura para o "colégio da Embraer", como é chamado. Os estudantes são selecionados por meio de concurso administrado pela Vunesp (Vestibular da Universidade Estadual Paulista). A procura é grande. No ano passado foram 25 alunos por vaga."Quando chegamos aqui, o choque é grande, não só pela carga horária, mas pela forma como são colocadas as disciplinas", afirma Jade Antunes Simões, de 17 anos. Já determinada em seguir carreira para administração de empresas e economia, a aluna do 3º ano aprendeu na escola a importância de se esforçar para conquistar a tão sonhada vaga no ensino superior. "Além das dez horas aula, chego em casa e estudo mais três horas. A responsabilidade é minha de passar no vestibular, de construir meu futuro." O pensamento dela é o da maioria dos 600 alunos, que estudam dez horas por dia.A média de ex-alunos que ingressaram numa universidade pública é de 80%. E todos passaram em pelo menos um vestibular. Os alunos ganham desde o transporte até o material didático, que se baseia no Sistema Pitágoras. Tudo é cedido pelo Instituto Embraer, que investe cerca de R$ 14 mil por ano por aluno. Depois que o estudante se forma, ele tem direito a receber uma bolsa de R$ 490 para se manter durante a faculdade. Há ainda parcerias feitas com empresas externas.Para o diretor da escola, Jamerson Mansur Peixoto, os índices que os alunos do colégio da Embraer alcançam mostram que é possível resgatar o déficit de aprendizagem constatado hoje no País. "Há recursos para isso, mas é preciso que sejam bem geridos. O foco de toda população tem que estar na educação, é prioridade", afirma. SIMONE MENOCCHI2 Colégio Vértice (Unidade II)SÃO PAULOPelo quarto ano consecutivo com seus estudantes obtendo as maiores médias entre as escolas da capital, o Vértice é um colégio pequeno, que faz uma seleção dos alunos, tem uma longa lista de espera por vaga e, no momento, não pretende se expandir. Instalado em um conjunto de casas adaptadas no Campo Belo (zona sul), se destaca por ter um programa pedagógico próprio, ensinando o aluno a adquirir o hábito de estudar continuamente.O colégio oferece também uma escola para os pais, que em encontros mensais ou semanais recebem noções de pedagogia e psicologia aplicada no cotidiano, e devem acompanhar as tarefas dos filhos em casa e funcionar como parceiras dos professores."Antes de o professor iniciar o ensino de um tema, o aluno deve ter feito uma leitura prévia e uma pesquisa do vocabulário em casa. É o pontapé inicial para o processo de aprender", explica um dos diretores da escola, Adilson Garcia. Perseguimos a criação desses hábitos", conta ele. O colégio foi fundado em 1976 por uma educadora, que decidiu investir na capacitação dos professores e no desenvolvimento de um programa próprio de ensino. "Os bons resultados são frutos de anos e anos de experiência da equipe, que vai fazendo experimentações e mantendo em vigor as práticas com melhores resultados no aprendizado", diz o diretor. O Vértice atende todos os níveis da educação básica - infantil, fundamental e médio. A mensalidade chega a R$ 2,3 mil no ensino médio. SIMONE IWASSO3 Colégio BandeirantesSÃO PAULOConhecido pela qualidade de ensino na área de exatas - os estudantes dispõe, por exemplo, de três laboratórios equipados com material de ponta para aulas de física - o Bandeirantes é um colégio tradicional que sempre aparece entre as instituições que mais aprovam alunos nos vestibulares mais disputados do País.Lá, a meritocracia é estimulada e os estudantes são divididos por classes de acordo com a área que pretendem seguir e seu desempenho acadêmico. Mesmo com a fama de ser forte em exatas, o colégio investe na área humanística e nas atividades extracurriculares. Na biblioteca, à disposição dos alunos, há laptops e jornais nacionais e internacionais para pesquisa, mensalmente são feitos debates sobre temas da atualidade no auditório e, nas aulas de mídia, os alunos escrevem e editam uma revista. "Acredito que nossa diferença está no preparo contínuo do professor e do funcionário, que também é visto como educador, mesmo que seja a secretária ou a recepcionista", afirma o diretor do colégio, Mauro Aguiar. "Temos consultores que nos ajudam a capacitar a equipe para o trabalho com adolescente", diz. Todos os professores são estimulados a fazerem mestrado e doutorado, além de participarem de seminários, cursos e congressos. As oportunidades são dadas e, em contrapartida, há uma forte cobrança por bom desempenho - de professores e alunos. O colégio ocupa um quarteirão no bairro do Paraíso (zona sul) e atende 1,8 mil alunos do 6º ao 9º ano do fundamental e ensino médio. As mensalidades estão em torno de R$ 2 mil. SIMONE IWASSO4 Colégio EtapaVALINHOS Não são só as seis aulas diárias, entre 7h25 e 12h45, ministradas por 28 professores para 400 estudantes divididos em oito salas, que fazem os alunos do colégio Etapa, em Valinhos, estarem preparados para o Enem e para o vestibular. De acordo com o coordenador geral do Etapa (São Paulo e Valinhos), Edmilson Motta, e com a diretora da unidade Valinhos, Ana Cristina Cicchetto, o incentivo à busca do conhecimento, o estabelecimento de projetos pessoais e metas, o desenvolvimento da visão crítica e a garantia de bons professores são ferramentas que fazem a diferença.A estrutura também ajuda. Os alunos têm quatro laboratórios, ginásio, piscina aquecida e coberta, duas quadras poliesportivas, refeitório e uma biblioteca na qual podem ser solicitados livros da unidade de São Paulo. Ao todo, o Etapa oferece 23 mil títulos.Além das aulas regulares, os estudantes são submetidos a provas quase diárias - elas são aplicadas de terça a sexta-feira, todas as semanas. Os alunos do 3º ano fazem ainda simulado semanal às segundas-feiras. Quem está nos 1º e 2º anos do ensino médio faz ao menos três testes do gênero ao longo do ano. Eles também têm aulas à tarde, duas vezes por semana. Quem quer se candidatar a uma vaga no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) estuda durante à tarde em três outros dias - incluindo sábados. Candidatos a medicina e arquitetura também fazem aulas específicas de reforço. Além de todas essas tarefas, pelo menos 90% dos alunos do Etapa ainda participam de atividades extracurriculares opcionais, como esportes, clube de cinema (para analisar filmes), clube de leitura, aulas de atualidade, filosofia e línguas (alemão, francês e espanhol). "O colégio dá as ferramentas. A gente tem que ir atrás do que quer", afirma o estudante Rafael Tafarello, de 17 anos, classificado para a Olimpíada Latino-Americana de Astronomia. Desde que entrou no Etapa ele não perde uma aula preparatória para olimpíadas. "Faço de física, matemática, química, astronomia, biologia. As aulas das olimpíadas são mais legais que as aulas normais, são menos básicas", disse Tafarello, que às vezes sai de Valinhos rumo a Itatiba, onde mora, perto de 18 horas, após ter passado o dia na escola.Para quem acha impossível estudar tanto, Bruno Brinati, de 17 anos, é exemplo de que dá, sim, para conciliar o colégio com outras atividades. Além da grade obrigatória e de algumas atividades extracurriculares, Brinati toca flauta, integra um grupo de dança e joga tênis. Isso porque deixou as outras atividades - vôlei, inglês e espanhol - que fazia no ano passado, para se dedicar mais aos estudos no 3º ano. "Tem gente que tem a imagem de que fazer Etapa é algo pesado. Se você se organizar consegue equilibrar tudo", diz. TATIANA FÁVARO5 Colégio MobileSÃO PAULOCom uma filosofia de ensino liberal, a escola busca estimular a autonomia e a cidadania nos estudantes. "Nosso objetivo é que eles aprendam conceitos e sejam capazes de aplicá-los em qualquer situação do cotidiano. Buscamos trabalhar competências, desenvolver o espírito crítico e a capacidade de conviver com a diversidade", conta a diretora-geral, Maria Helena Bresser, fundadora da instituição que completa 34 anos.Situado no Bairro de Moema, zona sul da capital, o colégio tem hoje 1.912 alunos, sendo 390 do ensino médio. "A partir do 8º ano do ensino fundamental, os estudantes assistem às aulas nas chamadas salas-ambiente, que possuem os equipamento necessários para o ensino de cada disciplina. Ou seja, os alunos é que mudam de sala, não o professor", conta Maria Helena.Há processo seletivo para os interessados em ingressar no ensino médio, com provas de português e matemática. Para esses alunos, há cursos orientados - para os que precisam de reforço em uma área específica -, plantões de dúvida e cursos avançados de todas as disciplinas.Além disso, há atividades extracurriculares, como treinos esportivos, aulas de música, atividades comunitárias e atividades culturais, como palestras, peças de teatro e apresentação de filmes, seguidas de debates."A escola é bastante exigente, mas oferece ao aluno todas as condições para que ele se desenvolva e atinja os objetivos propostos", diz a diretora. A mensalidade para o ensino médio é de R$ 1.730. KARINA TOLEDO6 Colégio Mater AmabilisGUARULHOSFundada há 40 anos, a escola figura pela primeira vez entre as 10 melhores de São Paulo. Para o mantenedor Carlos Eduardo Portela, a colocação se deve ao fato de a Fuvest ter passado a considerar a nota de redação do Enem em seu vestibular. "Antes os alunos não davam tanta importância à redação, concentravam-se mais nas questões objetivas. Com a mudança, passaram a se dedicar mais à elaboração do texto, e nossos alunos escrevem muito bem", afirma.O colégio tem hoje 1.900 alunos, sendo 413 do ensino médio. Sua proposta pedagógica visa a estimular a busca do conhecimento e a participação em ações sociais. "Buscamos promover nos estudantes a autonomia, os professores atuam como mediadores do debate", diz Portela. Segundo ele, a escola oferece infraestrutura para que o aluno permaneça após o período de aula e participe de atividades extracurriculares. "Contamos com restaurante, cantina, ginásios poliesportivos, biblioteca e anfiteatro."Não há processo seletivo para novos alunos, mas é aplicada uma prova para avaliar o nível de conhecimento dos ingressantes. "Se verificado que o aluno possui deficiências, podemos encaminhá-lo para aulas de reforço, por exemplo."A partir do 6º ano do ensino fundamental, escola utiliza material apostilado do Sistema de Ensino Poliedro. Para ajudar na escolha da carreira, os estudantes do ensino médio podem cursar matérias optativas como linguagem arquitetônica, jornalismo, publicidade e relações internacionais. A mensalidade para esses alunos é de R$ 1.080. KARINA TOLEDO7 Centro Fed. de Educ. TecnológicaSÃO PAULO O Centro Federal de Educação Tecnológica de São Paulo (Cefet) é conhecido por ser uma ilha de excelência no ensino público da cidade - ano após ano desponta como uma das únicas instituições públicas no topo das avaliações nacionais. Localizado no Canindé (zona norte), o Cefet funciona como uma autarquia vinculada ao Ministério da Educação (MEC), oferecendo gratuitamente, além do ensino médio, ensino técnico, superior tecnológico, engenharia e licenciatura. Aliás, por essa proximidade com o ensino superior, suas instalações lembram um câmpus universitário.Além disso, os 400 estudantes do ensino médio usam a mesma infraestrutura disponível aos universitários: 20 laboratórios de informática e outros oito, divididos em biologia, física e química. Há salas de redação e biblioteca com acervo de 30 mil livros. Parte do corpo docente do ensino médio também é o mesmo dos cursos superiores - mais da metade dos professores têm mestrado ou doutorado e cerca de 30% deles tem especializações em áreas específicas.Segundo a instituição, mais de 80% dos seus estudantes são aprovados em vestibulares de universidades públicas. O resultado é uma procura muito grande por parte dos estudantes. Para conseguir uma vaga no Cefet é preciso passar por um vestibulinho acirrado. A concorrência do último exame, por exemplo, foi de 18 candidatos por vaga. SIMONE IWASSO8 Colégio Santa CruzSÃO PAULO Situado no Alto de Pinheiros, em um terreno de 50 mil metros quadrados, o colégio de 57 anos tem 3 mil alunos no curso regular - 704 no ensino médio - e 450 no curso de educação de jovens e adultos (EJA), oferecido gratuitamente no período noturno. A pedagogia humanista da instituição se propõe a desenvolver nos estudantes o domínio crítico do conhecimento, a consciência política e a ação social. Além da grade de atividades extracurriculares, como teatro, prática musical, treinamentos esportivos, palestras e debates, a escola tem como parte do currículo a participação em ações comunitárias."Os alunos podem optar por realizar essas atividades na capital ou em comunidades carentes do Amazonas, do Pará ou com o quilombolas de Ubatuba", conta o vice-diretor, Fabio Luiz Marinho.O colégio utiliza material apostilado próprio e o complementa com livros didáticos e paradidáticos.Para alunos do ensino médio, há cursos extracurriculares de redação e aulas avançadas de todas as disciplinas, que permitem o aprofundamento nas áreas de interesse de cada aluno. "Um diferencial é que nossas aulas têm duração de 75 minutos para que o professor possa desenvolver atividades mais elaboradas." A mensalidade para o ensino médio é de R$1.655. É realizado um processo seletivo para o ingresso de novos alunos, com provas de português, matemática e redação. KARINA TOLEDO9Colégio EtapaSÃO PAULO Com foco na preparação para o vestibular, o colégio aposta na avaliação continuada dos estudantes. No ensino médio, quatro provas e um simulado são aplicados semanalmente. "Isso estimula o aluno a estudar todos os dias", afirma o coordenador Edmilson Motta.Quase metade dos 2.300 alunos da instituição são do ensino médio. Para eles, há projetos de ensino diferenciados, voltados, por exemplo, para aqueles que pretendem prestar vestibular para carreiras concorridas como medicina ou para instituições como Fundação Getúlio Vargas (FGV) e Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA)."Investimos na orientação profissional, promovendo visita a empresas e palestras com profissionais para que os alunos conheçam melhor a carreira que pretendem seguir." A participação em olimpíadas de matemática, química e outras disciplinas é fortemente estimulada. "Há ainda outras atividades extracurriculares como clube de cinema e de leitura, idiomas, treinamentos esportivos e aulas de atualidades", conta Motta. Outro diferencial por ele apontado são os convênios com duas instituições de ensino na França. "Todos os anos encaminhamos um determinado número de alunos para cursar a graduação nessas universidades. Também temos um sistema para orientar os interessados em estudar em países como Estados Unidos e Japão." Novos estudantes interessados em ingressar no colégio devem passar por uma entrevista e análise do boletim escolar. Há também uma prova para avaliar o nível de conhecimento do aluno. A mensalidade do ensino médio é de R$ 1.655. KARINA TOLEDO10Col. Agostiniano MendelSÃO PAULOCom mensalidades em torno de R$ 1 mil, o colégio católico localizado no Tatuapé (zona leste) é um dos mais acessíveis entre as instituições particulares da capital cujos estudantes tiveram melhores desempenhos no Enem. Na definição da própria direção, trata-se de um colégio conservador, que prioriza o rigor e a disciplina em todas as etapas de ensino - infantil, fundamental e médio. No Agostiniano Mendel, os alunos são obrigados a usar uniforme. Piercings e acessórios chamativos são proibidos - garotos não podem usar brinco, por exemplo. Celulares em sala de aula também são banidos e podem resultar até em expulsão. Aulas de religião são obrigatórias em todos os anos - apesar disso, o colégio abriga também estudantes oriundos de famílias de outras religiões, como espíritas, budistas, agnósticas e ateias. O foco da escola é a preparação para o vestibular - e o orgulho do colégio é aprovar todos os anos pelo menos dois ou três candidatos em medicina ou Direito na USP. Seguindo um currículo parecido com o das grandes redes associadas a cursinhos, como Anglo, Objetivo e Etapa, no Agostiniano todo o conteúdo do ensino médio é ministrado nos dois primeiros anos. O terceiro ano do ensino médio é dedicado a uma revisão dos conteúdos, além das aulas extras específicas para alguns processos seletivos, como o do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e da Fundação Getúlio Vargas (FGV). O Agostiniano tem lista de espera. Para entrar, é preciso passar por um processo seletivo - prova e entrevista na companhia dos pais. SIMONE IWASSO