Empresários pedem preço fixo para CO2

EFE - O Estado de S.Paulo

Líderes querem regras definidas para reduzir emissões de gases-estufa

Os mais de 500 líderes empresariais de 57 países reunidos na Cúpula Empresarial Mundial sobre Mudança Climática, em Copenhague, estabeleceram a necessidade de um preço fixo para a troca de bônus de carbono como condição para a economia mundial cortar emissões de dióxido de carbono (CO2). O objetivo de criar regras fixas deve ser incluído como fator essencial no acordo que será negociado na capital dinamarquesa no final do ano. Veja a pegada de carbono de cada economia e entenda a negociação/u>Junto com padrões comuns para combustíveis não renováveis, essas regras contribuiriam para impulsionar o desenvolvimento tecnológico necessário para acelerar o processo, defendeu o diretor executivo da British Petroleum (BP), Tony Hayward. Samuel DiPiazza, diretor executivo da PricewaterhouseCoopers, além de cobrar o fim da "incerteza de um preço variável", afirmou que "mais países devem seguir o exemplo da União Europeia, estabelecendo regras e objetivos concretos. Mas de uma maneira gradual".A necessidade de envolver os países em desenvolvimento no processo e de transferir tecnologia também foi mencionada como questão fundamental. "Não haverá acordo mundial se não há dinheiro para os países em desenvolvimento e se as promessas de apoio descumpridas anteriormente não forem atendidas", declarou Björn Stigson, presidente do Conselho Mundial Empresarial para o Desenvolvimento Sustentável.Colaboração entre setores, recompensas para os que favoreçam soluções tecnológicas que respeitem o meio ambiente e a inclusão da silvicultura (implantação ou regeneração de florestas) como parte da criação de mercados de bônus de carbono foram outros aspectos destacados.O segundo dia da conferência foi encerrado com discurso da atriz australiana Cate Blanchett, que pediu à comunidade empresarial mais pressão sobre os políticos. Segundo ela, não chegar a um acordo em Copenhague seria "imperdoável".A cúpula, aberta anteontem pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, termina hoje com uma declaração final que será entregue ao primeiro-ministro dinamarquês, Lars Lokke Rasmussen. O documento incluirá recomendações concretas para o encontro de dezembro.Para o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso, a reunião de dezembro deve gerar um novo acordo global graças a duas "armas": a pressão da opinião pública e os relatórios científicos.