Em SP, 24 pessoas tiveram reação à vacina

Fabiane Leite, José Maria Tomazela e EFE - O Estado de S.Paulo

A Secretaria de Estado da Saúde informou ontem que seis pessoas apresentaram reações possivelmente graves à vacina contra a febre amarela em São Paulo. Duas delas morreram. Os dois casos, de uma enfermeira e de uma idosa, no entanto, já tinham sido confirmados e divulgados no início do mês - um pela própria secretaria e o outro pelo hospital privado São Camilo. Mais informações sobre febre amarelaHouve ainda casos de reações leves: 18 no total. Os laudos definitivos sobre as suspeitas ainda não estão prontos. A secretaria não concedeu entrevistas ontem sobre o assunto. No País, estão sendo investigados 47 casos de reação à vacina, mas o Ministério da Saúde não divulgou o número de óbitos suspeitos nem os locais em que ocorreram.Em Sorocaba (87 quilômetros de São Paulo), a Secretaria Municipal da Saúde iniciou ontem a vacinação contra a febre amarela em um bairro da cidade, o Central Parque, após um morador de 37 anos apresentar sintomas da febre amarela silvestre.A aplicação da vacina se restringiu a um raio de 100 metros da casa do doente. Até o final da tarde, tinham sido vacinadas 112 pessoas. Também foi feita a nebulização das ruas para combater o mosquito transmissor. A população recebeu material com orientações sobre os sintomas da doença. O morador apresentou sintomas como febre, dor de cabeça e dores atrás dos olhos. Como esteve, durante visita a Goiás, em região de matas e não tinha sido vacinado, procurou auxílio médico. O paciente foi medicado e se recupera bem. Os exames para a confirmação da doença só ficarão prontos na sexta-feira, mas a Secretaria de Saúde decidiu agir preventivamente.Em Itu, cidade da região, a Secretaria da Saúde investiga três casos de moradores que estiveram em áreas de risco e apresentaram sintomas semelhantes aos da febre amarela. Em dois casos, os pacientes estiveram em municípios de Mato Grosso do Sul e Goiás.As autoridades sanitárias do Paraguai declararam ontem alerta epidemiológico para evitar a propagação de um foco de febre amarela detectado na semana passada na Província de São Pedro. Informaram ainda que os cinco casos registrados teriam sido transmitidos também pelo mosquito da dengue, além de mosquitos silvestres, o que indicaria febre amarela urbana.