Eficácia da ação é temporária, diz especialista

LÍGIA FORMENTI - O Estado de S.Paulo

A decisão do Ministério da Saúde foi acertada, avalia o diretor do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, David Uip. "As práticas para evitar o contágio da doença, como usar lenço ao espirrar e lavar as mãos com frequência, têm alcance limitado. Por isso, é preciso pensar muito bem se vale a pena viajar e, principalmente, para onde." Em sua avaliação, as pessoas devem evitar visitas desnecessárias para locais onde há alta prevalência da gripe suína. O infectologista Guido Levy concorda com a decisão. "É algo semelhante ao que ocorreu no início, quando se recomendava evitar viagens para México e EUA. É um conselho, não determinação." Levy observa, no entanto, que esse tipo de medida tem eficácia temporária. O infectologista Jorge Amarante julga as medidas desnecessárias e desproporcionais diante da baixa taxa de mortalidade. Para ele, a precaução era justificável nos primeiros casos, quando não havia dado do comportamento da doença.