Dona de casa esperou por 7 anos

Simone Iwasso - O Estado de S.Paulo

Somente após sete anos e quatro abortos espontâneos a dona de casa Ana Maria Spinelli, de 37 anos, conseguiu finalmente ser mãe. Ela e o marido tentaram várias alternativas até a gravidez. Chegaram a fazer tratamentos de reprodução assistida, passaram por algumas clínicas especializadas e induziram ovulações por mais de uma vez.O diagnóstico correto, do problema com a resposta imunológica dela, e o tratamento com a vacina vieram somente quando o casal já estava quase desistindo e pensando em, talvez, adotar uma criança. Chegaram até mesmo a procurar um abrigo e consultar advogados para saber como funciona o processo legal de adoção. "É muito sofrido, você sonha tanto, fica muito ansiosa", conta. "Quando vê o resultado positivo do teste gravidez, parece um sonho. Mas as semanas passam e acontece. É um luto, mesmo que seja por uma gravidez ainda no início", conta ela, que durante esses anos chegou a fazer uma terapia, para conseguir lidar melhor com o sonho de ser mãe e a frustração de não conseguir. "Você começa a ver grávidas em todo lugar, é muito difícil."Agora seu filho Antônio já completou três anos. "Me sinto realizada, tudo o que eu quero agora é cuidar dele, vê-lo crescendo, ser uma boa pessoa. E desejo também que outras mulheres consigam o mesmo que eu, digo para que não desistam antes de tentarem muito."