Depois virá a caatinga, diz Minc

Lígia Formenti - O Estado de S.Paulo

Ao anunciar os números relativos ao cerrado, o ministro do Meio Ambiente sentenciou: "Não vai ser mais samba de uma nota só". A crítica de Carlos Minc mirava a estratégia de priorizar a Amazônia, principalmente durante a gestão de Marina Silva. Em menos de um mês, é a segunda vez que Minc se refere à antecessora. "Vou cuidar de outras áreas. Agora, é a vez do cerrado. Depois, virá a caatinga."

O Código Florestal determina que 35% das propriedades devem ser preservadas. Fora dessa região, o porcentual é de 20%. Para tentar reduzir a devastação, Minc terá de contar com estratégias de convencimento e de oferta de tecnologias que reduzam o impacto da produção. "Vamos ter de criar unidades de conservação, ofertar tecnologia para garantir maior produtividade, recuperar solo, intensificar o uso em áreas que já foram abertas."