Contaminação fecha UTI e pronto-socorro de hospital

Evandro Fadel - O Estado de S.Paulo

Bactéria foi detectada em 8 pacientes e há outros 7 casos suspeitos; não há prazo para normalização

O Hospital Universitário (HU) de Londrina, órgão suplementar da Universidade Estadual (UEL) e um dos mais importantes do norte do Paraná, suspendeu desde sexta-feira os atendimentos no pronto-socorro e novas internações na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI), em razão de uma bactéria detectada em oito pacientes.Há outros sete casos suspeitos, aguardando os resultados de exames. Um trabalho de desinfecção está sendo realizado, mas não há prazo para a normalização dos serviços.A bactéria foi identificada como a Klebsiella spp, altamente resistente a antibióticos e capaz de provocar infecções graves, que podem levar à morte. De acordo com a coordenadora da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar do HU, Cláudia Carrilho, o micro-organismo foi detectado no fim de fevereiro em um paciente, transferido de outro Estado, não revelado por ela. O paciente ficou alguns dias no pronto-socorro e, quando identificada a presença da bactéria, acabou isolado em um quarto, onde permanece até agora.No início de março, uma paciente da UTI, que tinha passado pelo pronto-socorro, também foi diagnosticada com a mesma bactéria. Em razão disso, foram feitos exames nas outras pessoas internadas na UTI e houve a confirmação de que cinco delas apresentaram colônias da Klebsiella spp.Na sexta-feira da semana passada, o número já tinha subido para oito com confirmação. "A disseminação é muito rápida", disse Carrilho. Por isso, foi feito o pedido para interrupção de internamentos e para o fechamento do pronto-socorro.A UTI adulta estava ontem com 16 pessoas internadas. Segundo a coordenadora da comissão de controle de infecção, elas devem ser transferidas para outras unidades amanhã, a fim de ser complementado o trabalho de limpeza e desinfecção. Os exames dos sete pacientes que estão sob suspeita devem ficar prontos também amanhã.Segundo Carrilho, os pacientes que tiveram confirmação da presença da Klebsiella são monitorados e ainda não desenvolveram infecções decorrentes dela. Ela disse que, em março, o Centro de Controle de Doenças de Atlanta, nos Estados Unidos, emitiu um guia sobre o controle específico dessa bactéria. O HU também segue essas orientações.