Confirmada 2ª morte no RS

Elder Ogliari, PORTO ALEGRE - O Estado de S.Paulo

Homem morreu dia 6 após contrair doença em Pirapó

A Secretaria da Saúde confirmou ontem a segunda morte por febre amarela silvestre no Rio Grande do Sul. Os exames laboratoriais comprovaram que o óbito do industriário Rudinei Cordeiro, de 28 anos, ocorrido no dia 6 de janeiro, em Porto Alegre, foi provocado pela doença, que já havia matado a dona de casa Veridiana Costa, de 31 anos, em Santo Ângelo, no dia 25 de dezembro.Nos dois casos, as vítimas contraíram a febre amarela silvestre por viajar para áreas de risco sem estar vacinadas. Cordeiro, que morava em Nova Santa Rita, na região metropolitana de Porto Alegre, foi a uma pescaria em Pirapó. Veridiana visitou uma área rural de Eugênio de Castro e, alguns dias depois, apresentou sintomas como dor de cabeça, febre, manchas na pele e olhos amarelados.As autoridades sanitárias do Estado investigam se as mortes de um homem de 41 anos, na sexta-feira, e de uma mulher de 36 anos, anteontem, ambas em Santo Ângelo, e a internação de um homem em Ijuí também foram provocadas pela doença, que não fazia vítimas entre humanos desde 1966 no Rio Grande do Sul.A febre amarela silvestre é transmitida pelas fêmeas dos mosquitos heamagogus e sabethes, que vivem somente dentro das matas. Os insetos fazem o vírus circular entre os macacos, que, por isso, são monitorados pela Secretaria da Saúde desde 2001.A mortandade de bugios provocou a vacinação de bloqueio entre os moradores de 52 municípios das margens do Rio Uruguai em 2002. O fenômeno repetiu-se em outubro de 2008, quando as autoridades sanitárias decidiram imunizar os moradores de mais 35 municípios, e ampliou-se em dezembro e janeiro, quando outras 22 cidades entraram na lista da área de risco, que já conta com 109 dos 496 municípios gaúchos.NÚMEROS109 municípios gaúchos estão na área considerada como zona de risco para o contágio da febre amarela500 mil doses da vacina contra a doença estão sendo distribuídas pela Secretaria de Estado da Saúde para serem aplicadas na população dessas localidades