Cerca de 100 mil pessoas participam de Marcha do Orgulho gay em Santiago

- EFE

Manifestantes exigem reforma da lei de adoções e casamento igualitário

SANTIAGO - Cerca de cem mil pessoas participaram neste sábado, 23, em Santiago, capital do Chile, da Marcha do Orgulho para exigir que o Parlamento do país considere os casais do mesmo sexo na reforma da lei de adoções e que se avance na tramitação do casamento igualitário.

Participantes desfilam na 18ª Marcha do Orgulho Santiago, Chile, no sábado, 23. 

Participantes desfilam na 18ª Marcha do Orgulho Santiago, Chile, no sábado, 23.  Foto: Alberto Valdés/EFE

A iniciativa também quer exigir a inclusão dos menores de 14 anos na Lei de Identidade de Gênero, além de que o Estado dê pleno cumprimento aos compromissos assumidos em relação à Comissão Interamericana de Direitos Humanos a respeito dos grupos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Trans e Intersexuais (LGBTI).

Antes do início da marcha, mais de 800 pessoas fizeram o teste de HIV rápido, coordenado pelo Movimento de Integração e Libertação Homossexual (Movilh) com o apoio técnico do Ministério da Saúde.

+++ Turquia: proibida pelo governo, parada LGBT em Istambul é contida pela polícia

Posteriormente, começou a concentração na Praça Itália, ponto de início das passeatas realizadas em Santiago.

Famílias e pessoas de todas as orientações sexuais levaram cartazes, bandeiras e balões, ao exigir o fim de toda forma de discriminação contra pessoas LGBTI, assim como a igualdade plena para as famílias homoparentais.

O evento começou com discursos da presidente da Câmara de Deputados, Maya Fernándes, e do senador Álvaro Elizalde, além de contar com a presença dos embaixadores de Estados Unidos, Carol Pérez; Holanda, Harman Idema; e Canadá, Patricia Peña.

Na inauguração do desfile o dirigente de direitos humanos do Movilh, Rolando Jiménez, disse que esta marcha é muito especial, pois pela primeira vez é organizada de maneira conjunta com a Fundación Iguales.

Participantes desfilam na 18ª Marcha do Orgulho Santiago, Chile, no sábado, 23. 

Participantes desfilam na 18ª Marcha do Orgulho Santiago, Chile, no sábado, 23.  Foto: Alberto Valdés/EFE

"Com esta unidade redobramos nossa luta e enfatizamos a necessidade de que o Congresso Nacional dê sinal verde à lei de identidade de gênero, ao casamento igualitário e à adoção homoparental. Enquanto isso não acontecer, vamos continuar sendo cidadãos de segunda categoria", explicou o dirigente.

Jiménez afirmou que o Estado deve cumprir o Acordo de Solução Amistosa assinado na Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), onde se comprometeu a impulsionar todas as leis e políticas públicas reivindicadas pelo movimento LGBTI. /EFE