Casos da gripe suína no Brasil chegam a 14

- O Estado de S.Paulo

O Ministério da Saúde divulgou ontem a confirmação laboratorial de mais quatro casos de gripe suína no País. Três dos pacientes moram no Estado de São Paulo e o outro vive em Santa Catarina. Todos os quatro apresentaram os sintomas da doença após retornarem de viagens dos Estados Unidos e foram atendidos na rede pública de saúde. Detalhes como a idade ou o município de residência desses pacientes não foram relevados. Mais informações sobre a gripe suína no mundo Com esses novos doentes, o total de casos confirmados de pessoas infectadas pelo vírus da influenza A(H1N1) no Brasil chega a 14. Até agora, foram 6 em São Paulo, 4 no Rio, 2 em Santa Catarina, 1 em Minas Gerais e 1 no Rio Grande do Sul. Em nota, o ministério afirma que "estão sendo realizados busca ativa e monitoramento de todas as pessoas que estabeleceram contato próximo com esses pacientes". A pasta também diz que "não há evidências de sustentabilidade da transmissão de pessoa a pessoa do vírus A(H1N1), uma vez que, até o momento, foram detectados somente dois casos de transmissão autóctone (dentro do território nacional), ambos com vínculo epidemiológico com o caso índice procedente do México". Durante um fórum nacional sobre trabalho médico no SUS, ocorrido ontem à noite em São Paulo, o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, afirmou: "Isso significa que a vigilância está operando. Todos os quatro casos são importados e a estratégia é a mesma. Isso tudo está mostrando que o Brasil tem um bom sistema de vigilância." NO MUNDO Segundo o mais recente boletim da Organização Mundial da Saúde (OMS), 48 países confirmaram casos de infecção pelo A(H1N1). México, Estados Unidos e Canadá são considerados países com transmissão sustentada. Além dessas três nações, os países com evidência de que já ocorreu transmissão autóctone em seus territórios são Alemanha, Argentina, Austrália, Bélgica, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Espanha, Itália, Japão, Panamá, Peru e Reino Unido. Segundo a OMS, a letalidade no mundo é de 0,70%. COLABOROU FABIANE LEITE