Canto solidário

- O Estado de S.Paulo

Da cantoria dos encontros de família surgiu a idéia de formar um coral masculino. Demorou para juntar os 12 integrantes, mas, desde 2004, eles não param de se apresentar gratuitamente em instituições sociais, de todos os tipos, de idosos a crianças e de deficientes físicos e mentais. "Queríamos fazer algo nos moldes dos Doutores da Alegria, só que levando músicas para quem está à margem da sociedade", explica José Pereira Martins, de 53 anos. Com seus sobrinhos Desidério, de 52 anos, e João Martins Ferreira, de 46, professor de regência e maestro, José criou o grupo, batizado de Além do Som (contatos pelo tel.: 9904-9733), que tanto tem encantado esse público especial. "Nas primeiras apresentações, era difícil de conter a emoção, muitos de nós parávamos de cantar e até chorávamos. Agora estamos mais calejados", fala José. "O pessoal gosta muito, porque é a hora em que esquecem dos seus problemas." Os convites para se apresentarem nesta época do ano aumenta - e muito. Apesar de todos terem suas profissões, famílias, filhos, entre outros compromissos, eles se esforçam para cumprir os ensaios semanais e abrir brechas em suas agendas. "Tocamos de tudo, menos canções natalinas, porque deixavam as pessoas tristes", explica o maestro João. "Oferecemos repertórios diferenciados para cada público. Assim, alegramos todos, já que a música toca fundo no coração. Costumo dizer que ?cantar é vibrar e vibrar é viver?."