Campanha preserva anonimato

Lígia Formenti, BRASÍLIA - O Estado de S.Paulo

Para tentar reduzir o número de DSTs, o Ministério da Saúde aposta em informação - agora, no anonimato. Uma campanha lançada ontem traz três ferramentas para que uma pessoa possa comunicar a um parceiro a sua infecção, sem se identificar. São cartões-postais, minicartões de visitas e um cartão virtual, disponíveis no site www.aids.gov.br/muitoprazer com os dizeres: "Oi! Não sei se essa é a melhor forma de dizer, mas descobri que tenho uma DST (Doença Sexualmente Transmissível). Fui a uma unidade de saúde, procurei um médico e já estou me tratando. Acho que você deveria fazer o mesmo."Ao apresentar a campanha, o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, afirmou: "É uma forma de a pessoa não se expor." A coordenadora do Programa Nacional de DST-Aids, Mariangela Simão, disse que a iniciativa é semelhante a uma realizada nos Estados Unidos. "Depois da campanha, houve um aumento de consultas", contou. Para ela, a oferta da possibilidade de uma comunicação anônima não aumenta o estigma em torno de DSTs. "O importante é que parceiros fiquem sabendo e possam se tratar."