Cai prazo para cortar gás que destrói camada de ozônio

Reuters, Ottawa (Canadá) - O Estado de S.Paulo

Representantes de 191 nações participantes do Protocolo de Montreal, que visa a conter os gases destruidores da camada de ozônio, concordaram em adiantar o cronograma de ação em dez anos para ajudar no controle do efeito estufa. A decisão foi tomada no final da 20ª Conferência das Partes do protocolo, na sexta-feira, após um dia de debates acirrados. O acordo determina que a produção e o uso de hidroclorofluorcarbonos (HCFC), usados ainda para refrigeração, sejam interrompidos pelos países desenvolvidos em 2020 (em vez de 2030) e pelas nações em desenvolvimento em 2030 (em vez de 2040). O corte será progressivo. O protocolo já conseguiu uma redução considerável do clorofluorcarboneto (o CFC, precursor do HCFC), que deve ser abandonado até 2010. Uma vez que o HCFC também é um gás-estufa, o cronograma mais apertado ajudará a controlar o aquecimento global.Os americanos afirmaram que a eliminação do HCFC será duas vezes mais eficaz do que o Protocolo de Kyoto - acordo de combate dos gases-estufa abandonado por eles. "Os governos tiveram uma oportunidade de ouro de lidar com um desafio duplo: a mudança climática e a proteção da camada de ozônio", disse o chefe do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, Achim Steiner. Ele calcula que bilhões de toneladas de gases-estufa deixarão de ser lançados na atmosfera. Um grupo de estudo irá agora calcular quanto o processo custará e deve anunciar o resultado no próximo ano. Na reunião, os países ricos concordaram em ajudar os pobres a cumprir seu prazo.