Cai número de operadoras; cresce número de usuários

Fabiana Cimieri, RIO - O Estado de S.Paulo

Relatório divulgado ontem pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) aponta maior concentração no setor de planos de saúde, com crescente número de usuários e redução no total de operadoras. Entre 2005 e 2006, houve queda de 4,5% no total de empresas que oferecem planos de saúde, passando de 2.048 para 1.956 no período. O número de usuários cresceu 5,7% entre dezembro de 2005 e o mesmo mês do ano passado - de 35,3 milhões para 37,3 milhões. Os dados foram divulgados no balanço do Programa de Qualificação da Saúde Suplementar 2007. "O processo de aquisições (como a da Amesp pela Medial, em São Paulo) deve ser monitorado com sensibilidade. A solidez traz segurança, mas a concentração pode acarretar a precificação (combinação de preços entre as empresas) e prejudicar a negociação com fornecedores", disse o diretor-presidente da ANS, Fausto Pereira dos Santos. 42% COM NOTA ZERO A agência analisou 1.123 operadoras (56%), que atendem a 92% do total de beneficiários no País. Do total de empresas, 833 (42%) não foram avaliadas. Os resultados estão divulgados por operadora em duas listas: operadoras com IDSS zero (pelo não envio ou inconsistência dos dados) e operadoras qualificadas por faixas do IDSS. Entre as maiores operadoras, receberam melhor pontuação a Unimed Centro-Oeste e a de Dracena e a Metrus. A lista completa está disponível no site www.ans.gov.br. Segundo Santos, a qualificação não tem como objetivo punir as empresas menos eficientes. "A própria publicação dos resultados já é uma punição e um incentivo para melhorarem." A maior deficiência, segundo ele, é na área de atenção à saúde, que engloba a promoção de hábitos saudáveis e a prevenção de doenças.