Bom enxoval a bordo

Agencia Estado - O Estado de S.Paulo

Parece detalhe, e há quem só perceba a diferença depois de começar a usar o barco: os artigos de cama, mesa e banho usados em casa não servem para quem singra o mar. O balanço das ondas faz do comer ou beber a bordo tarefas bastante mais complexas - e até arriscadas, se a louça não for apropriada - do que em terra firme. Tecidos decorativos inadequados e fibras naturais, submetidos à maresia, mofam.» Veja galeria de fotos com dicasHá 13 anos, quando precisou montar um enxoval para o seu barco, a empresária Karla Lorenzo Bretas se viu obrigada a ir até Miami (EUA) para encontrar material próprio à vida no mar. De volta ao Brasil, carregada de toalhas, lençóis, bonés e uniformes de marinheiro bordados com a logomarca da sua embarcação, teve a idéia: se havia falta de acessórios por aqui, ela cuidaria dessa produção. Nasceu assim a Bordado a Bordo, que hoje conta com mais de 200 itens em catálogo.Na loja que funciona no bairro do Campo Belo, em São Paulo, há pratos inquebráveis de melamina com borracha antiderrapante na base (R$ 54 cada um), jogos de copos de policarbonato transparente, material mais resistente que o acrílico e que não perde o brilho (a partir de R$ 29, de acordo com o modelo), petisqueira do mesmo material com compartimento para gelo, embalagem organizadora para talheres, saleiro moedor ("no mar, o sal empelota..."), cestas para pães de fibras sintéticas que imitam as naturais, toalhas de banho numeradas para uso na área comum da embarcação (R$ 68, a de tamanho gigante) e almofadas decorativas com enchimento que não retém umidade nem mofo (R$ 120 cada uma). Lençóis são confeccionados sob medida - camas de barcos não têm tamanhos padronizados. E recebem, se o cliente assim desejar, identificações como "beliche de baixo" e "cama de popa".A loja vende também acessórios, como a cadeira diretor dobrável (R$ 1.600) e eletrodomésticos específicos. Caso da cafeteira que se transforma em garrafa térmica. "Cada canto do barco precisa ser aproveitado ao máximo. Por isso, tudo tem de ter mais de uma função", diz Karla Bretas.