Após ProUni, número de inscritos na prova dobrou

- O Estado de S.Paulo

Neste ano, o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) foi feito por 2,7 milhões de estudantes brasileiros - número que dobrou nos últimos dois anos, após a criação do Programa Universidade para Todos (ProUni), que oferece bolsas em instituições particulares de ensino superior para alunos que concluíram o médio na rede pública.Isso porque o exame é requisito obrigatório para concorrer a uma vaga. Além disso, atualmente, mais de 400 faculdades em vários Estados usam as notas da prova em substituição ou como complemento de seu processo seletivo.No entanto, não basta apenas realizar a prova. Para ter chances de conseguir uma bolsa do ProUni o estudante precisa ir além da média nacional dos últimos anos. O programa exige 45 pontos, no mínimo, mas as melhores vagas demandam notas bem acima disso. A média nacional, na prova objetiva, está em 36,9 pontos. Em redação, o desempenho é melhor, ficando em torno dos 52 pontos.Mesmo assim, a criação do ProUni e o uso do Enem como requisito básico para os candidatos impulsionaram o número de inscritos, ao mesmo tempo que ajudaram a consolidar o estilo da prova - voltada mais para o raciocínio e a associação de idéias do que para conteúdos decorados. O sucesso do formato acabou influenciando até mesmo a Fuvest, responsável pelo vestibular da Universidade de São Paulo (USP), o mais concorrido do País. Desde o ano passado, a prova tem exigido cada vez menos memorização, como fórmulas e datas, além de incluir 10% de perguntas interdisciplinares na primeira fase.São Paulo é o Estado que concentra a maior parte dos participantes: cerca de 1 milhão de pessoas. Mas foi no Distrito Federal que houve o maior crescimento no número de inscritos nesta última edição: mais de 17%. O Estado do Acre tem o menor número de pessoas fazendo o exame: pouco mais de 9,3 mil. O Amapá foi onde houve uma maior queda nos inscritos: 22,6%.