Apeoesp quer que governo de São Paulo divulgue nota da prova de docentes

RENATA CAFARDO e FÁBIO MAZZITELLI - O Estado de S.Paulo

O sindicato dos professores do Estado de São Paulo (Apeoesp) entrou ontem com medida cautelar na Justiça pedindo que o governo divulgue as notas de todos os cerca de 200 mil profissionais que participaram da prova para professor temporário na rede. Segundo nota da entidade, há uma "série de irregularidades ocorridas no processo de organização, realização, correção e divulgação dos resultados".O exame se tornou o centro de uma disputa na Justiça entre Secretaria da Educação e Apeoesp. Por causa disso, o início das aulas foi adiado do dia 11 para a próxima segunda-feira. A prova foi realizada em dezembro para cerca de 100 mil vagas na rede que não foram ocupadas por professores concursados. Pela primeira vez, o governo pretendia usar a nota do exame como critério para atribuição de aulas - até então, valia o tempo de serviço e os títulos do docente. O sindicato, no entanto, conseguiu impedir a mudança na Justiça e as aulas foram distribuídas nesta semana pelo critério antigo. Segundo a secretaria, 1.500 professores temporários tiraram nota zero na prova e darão aulas na rede estadual de ensino. A Apeoesp pede agora também à Justiça que sejam liberados os nomes de todos eles. Procurada, a assessoria de imprensa da secretaria informou ontem que é favor da divulgação das notas, desde que a Justiça autorize. No entendimento do governo, já que a Justiça determinou que os resultados do exame não fossem computados na distribuição das aulas, as notas não devem ser colocadas no site da secretaria.MUNICÍPIOAlém dos atrasos que adiaram a volta às aulas de 18 unidades de ensino da Prefeitura de São Paulo, incluindo dois Centros Educacionais Unificados, a Escola Municipal de Ensino Fundamental Jardim Mitsutani I, na zona sul, começou o ano em esquema de rodízio de classes pela falta de carteiras e cadeiras. Como só 6 das 18 salas do colégio estão com os móveis, os alunos de 3ª a 8ª séries começaram o ano estudando dia sim dia não, em períodos de duas horas e meia. O planejado são turnos de cinco horas diárias. A Prefeitura diz que vai regularizar a situação até a próxima terça.