Aos 40 anos, paciente evita correr riscos

Simone Iwasso - O Estado de S.Paulo

"No meu caso, era impensável até mesmo a possibilidade de ter gêmeos. Não queria de jeito nenhum. Já não sou mais jovem e correria riscos demais", conta a carioca Márcia (nome fictício), empresária de 40 anos. Ela prefere não ser identificada, pois ninguém na família sabe que ela fez tratamento. "Quando vi que, depois de fazer a estimulação da ovulação, eu tinha quatro embriões saudáveis, em condições de ser implantados, e meus exames estavam todos normais, preferi congelar os outros e transferir só um, para não correr riscos." No caso de Márcia, o procedimento deu certo na primeira tentativa e ela está grávida de 2 meses. "Mas se não tivesse dado certo nesse primeiro ciclo, eu implantaria outro dos embriões que ficaram congelados, usaria todos separadamente. Eu sei que tenho quatro chances. Acho que, se em nenhuma dessas não der certo, não era pra ser mesmo."