Advogado diz que outro processo não achou ilegalidades

Bruno Tavares e Marcelo Godoy - O Estado de S.Paulo

Os advogados da Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd) tentaram no Supremo Tribunal Federal (STF) impedir a quebra dos sigilos bancário e fiscal de empresas e pessoas investigadas pelo Ministério Público Estadual (MPE). Por meio de uma petição, o advogado Arthur Lavigne tentou que o ministro Cézar Peluso, o mesmo que havia negado o pedido de quebra dos sigilos bancário e fiscal do senador Marcelo Crivella, examinasse a situação dos demais investigados. Peluso, no entanto, recusou, afirmando que, sem a presença de um parlamentar, não havia motivo para os autos permanecessem no STF. O ministro determinou, então, o retorno de toda a documentação à Justiça paulista. Lavigne afirmou ao Estado que as movimentações bancárias contestadas pelo Ministério Público Estadual (MPE) já foram alvo de outras apurações, inclusive da Receita Federal. As empresas já teriam sido fiscalizadas pelo órgão do governo sem que nada de irregular fosse encontrado. A Iurd alega que não há ligação entre o dízimo e as atividades econômicas mantidas por integrantes da igreja.