Advogada pé de chinelo

Marina Azaredo, especial para O Estado - O Estado de S.Paulo

Mariana Annibal, de 21 anos, anda sempre com os cabelos loiros bem penteados e maquiada. Não dispensa camisa social ou terninho - ainda mais agora que vai estagiar num escritório. Nos pés, somente sapatos de salto. Mas à noite, quando chega à Faculdade de Direito do Largo São Francisco, troca o sapato por havaianas ou tênis. "Depois de um dia inteiro, é inviável ficar de salto em aula."Com camisa/terninho e havaianas, Mariana fica no meio-termo do look de campus como os da PUC e do Mackenzie ou das Arcadas. O visual predominante é um misto de praia e colegial (tênis, camiseta, jeans, short, bermuda e muito chinelo de dedo), entremeado por alguns engravatados e meninas de calça e camisa social."Tento usar sempre roupas confortáveis", diz Elisa Stein, de chinelo de dedo, pouco antes da aula de Pedagogia na PUC. "No frio, jeans; no calor, shorts", resume a amiga Cecília Alvarez, aluna de Direito. Marcelo Feller, de 22, do Direito, desconstrói o look quando chega à PUC. "Gravata aperta", diz, enquanto combina o bar do pós-aula com a colega Patrícia Brandão, de 22. De vestido, meia calça e salto ("também não dá para ficar feia"), ela quebra a formalidade com piercing no nariz. "Na entrevista de emprego, tirei. Depois, vi que dava para usar e pus de volta."