Whindersson Nunes fala sobre depressão em entrevista a Maisa Silva

Redação - O Estado de S.Paulo

Youtuber foi um dos convidados do 'Programa da Maisa' que foi ao ar neste sábado, 7

Maisa Silva e Whindersson Nunes

Maisa Silva e Whindersson Nunes Foto: Instagram / @whinderssonnunes

O youtuber Whindersson Nunes falou sobre depressão em entrevista à apresentadora Maisa Silva no Programa da Maisa deste sábado, 7.

"Acho que eu falar sobre isso de uma forma amigável, e todo mundo ficar sabendo que não tem problema em falar, é a melhor forma de ajudar. A pior coisa de tudo isso é a falta de informação", afirmou Whindersson.

Na sequência, o youtuber fez uma comparação entre o tema e as recentes queimadas na Amazônia: "Está cheio de gente que sabe tudo de um lado, e gente que sabe de tudo de outro. Todo mundo brigando para saber quem 'tocou fogo' e ninguém quer saber o motivo, e nem [saber] como apagar".

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Instagram / @pefabiodemelo
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"O negócio é conversar. O diálogo é muito bom. Ainda tem muito essa parada, o homem tem disso: 'Ah, não vou lá. Terapia é besteira.'", afirmou.

"A galera acha que quando eu tuítei foi quando começou [a depressão]. Lógico que não. Essas questões vêm na cabeça da gente de muito tempo", continuou, ressaltando o apoio de sua esposa, Luisa Sonza, durante o tratamento.

Whindersson Nunes relembrou um episódio ocorrido em 2015, na cidade de Aracaju, no Sergipe, após um show: "fui para o hotel e comecei a chorar. Perguntava para Deus o motivo de eu ganhar dinheiro, por quê eu era famoso?"

"Por quê chegava gente e falava 'tenho isso e queria me apresentar, fazer meu show', meu Deus, por que essa pessoa tá querendo e não tá conseguindo? Por que eu consegui? Ficava na minha cabeça: por quê eu tenho e as outras pessoas não têm?", continuou.

Whindersson Nunes no Programa da Maisa

Whindersson Nunes participou do Programa da Maisa neste sábado, 7, ao lado do cantor Kevinho. Durante a semana, o youtuber e a apresentadora Maisa Silva brincaram sobre a 'semelhança' entre os dois nas redes sociais.

"Quando você compra uma versão sua na deep web", brincou Whindersson. 

Maisa também publicou vídeos do momento, que deve ir ao ar no Programa da Maisa, no SBT, em que pergunta: "Ele é um homem com traços femininos ou eu sou uma mulher com traços masculinos?".

O namorado de Maisa, Nicholas Arashiro, também publicou uma brincadeira no momento em que Whindersson estava vestido como a apresentadora.

Confira abaixo outros registros do encontro entre Whindersson Nunes e Maisa Silva:

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

e aí galera que assiste meu canal. tudo bom com vocês? @maisa

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HAHAHAHAAHAHHAA @whinderssonnunes @kevinho

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Quando você compra uma versão sua na deep web

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Setembro Amarelo

Neste mês ocorre o Setembro Amarelo, campanha de conscientização sobre a prevenção do suicídio. É neste mês que ações em diferentes esferas sociais buscam promover a saúde mental e dar destaque a centros que oferecem ajuda a quem precisa.

O mês foi escolhido em razão do Dia Mundial da Prevenção do Suicídio, celebrado todo ano em 10 de setembro. A data é organizada pela Associação Internacional para a Prevenção do Suicídio e tem a Organização Mundial da Saúde (OMS) como copatrocinadora. O objetivo do dia é conscientizar as pessoas ao redor do mundo que o suicídio pode ser evitado.

Em ação desde 2015, o Setembro Amarelo foi criado pelo Centro de Valorização da Vida (CVV), Conselho Federal de Medicina (CFM) e Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP). Durante o mês, monumentos em diferentes cidades também adotam a cor amarela em suas fachadas para dar visibilidade à causa. A cor amarela, segundo o site do CVV, representa a vida, a luz e o sol, simbolismo que reflete a proposta da campanha de preservar a vida.

"Tem crescido o número de pessoas que aderem à campanha e a gente tem tentado fazer mais coisas que envolvam a proposta do Setembro Amarelo", diz Adriana Rizzo, voluntária do CVV, sobre o impacto da campanha ao longo desse tempo.

Prevenção ao suicídio

Segundo a OMS, mais de 90% dos casos de suicídio estão associados a distúrbios mentais e, portanto, podem ser evitados se as causas forem tratadas corretamente. No Brasil, 32 brasileiros tiram a própria vida por dia, o equivalente a uma pessoa a cada 45 minutos. No mundo, ocorre um suicídio a cada 40 segundos. Por isso, ações preventivas são fundamentais para reverter essa situação.

O CVV aposta na educação e na conversa aberta sobre suicídio. "É preciso perder o medo de se falar sobre o assunto. O caminho é quebrar tabus e compartilhar informações", defende o movimento em seu site.

Segundo o psiquiatra Celso Lopes de Souza, educador e fundador do Programa Semente, já está mais do que comprovado que falar sobre suicídio não agrava a situação. "Muito pelo contrário, pode ajudar a tratar as pessoas que tenham essa intenção", afirma.

"Às vezes, tem momentos que a pessoa fica triste, passa por dificuldade e não consegue se curar sozinha. Sabendo que tem apoio da família ou dos amigos, já começa a buscar um caminho", diz Adriana. A voluntária indica que incentivar as pessoas que precisam de ajuda é outra forma de prevenir o suicídio. "Às vezes, a pessoa acha que está acontecendo só com ela, não conversa, não se informa e acaba ficando isolada, acha que não tem saída nem solução. À medida que fala, ela se interessa de alguma maneira e também ajuda umas as outras", afirma.

Souza diferencia os indivíduos que têm pensamentos de morte dos que possuem ideação suicida. "O pensamento de morte é mais comum. A pessoa pensa 'eu poderia morrer' ou 'eu queria morrer'. A ideação do suicídio é mais grave, em que a pessoa pensa 'eu quero me matar'", explica. Ele indica que aqueles com ideação suicida vivem três 'is': sentem que a dor é impossível, insuportável e interminável.

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O suicídio, segundo o CVV, é um ato de comunicação. "Quem se mata, na realidade tenta se livrar da dor, do sofrimento, que de tão imenso, parece insuportável", diz a organização. Ao falar abertamente sobre o assunto, a pessoa com ideação suicida e quem estiver ao redor dela podem perceber os sinais e saber que existem serviços de ajuda.

Segundo a voluntária do CVV, isolamento e deixar de fazer algo de que gostava muito são alguns dos sinais que indicam que uma pessoa precisa de ajuda e pode estar com ideação suicida. Outros exemplos são: descuido com aparência, piora do desempenho na escola ou no trabalho, alterações no sono e no apetite, frases como "preferia estar morto" ou "quero desaparecer".

Busque ajuda

No Brasil, o CVV oferece atendimento voluntário e gratuito 24 horas por dia a quem está com pensamentos suicidas ou enfrenta outros problemas.

"Mesmo que você não tenha certeza de que precisa de nossa ajuda, não tenha receios em entrar em contato com a gente. Um de nossos voluntários estará à sua disposição", explica a equipe do site.

A organização, uma das mais antigas do País, atua no apoio emocional e na prevenção do suicídio por meio do telefone 188 e também por chat, e-mail e pessoalmente. Confira as opções aqui.

Saiba também o que você não deve dizer para uma pessoa que pensa em suicídio clicando aqui.