Victoria Volkova é a primeira trans a sair na capa da Playboy do México

Camila Tuchlinski - O Estado de S.Paulo

Revista declara que está comprometida com a diversidade no país

A modelo Victoria Volkova, primeira trans na capa da Playboy do México

A modelo Victoria Volkova, primeira trans na capa da Playboy do México Foto: Instagram/@vicovolkov

A modelo e influenciadora digital Victoria Volkova é a primeira mulher transsexual a sair em uma capa da revista Playboy no México. 

No perfil oficial no Instagram, uma nota com o posicionamento da publicação: "A Playboy México está comprometida com a abertura e a diversidade pelas quais lutamos diariamente neste país. A marca tem se manifestado historicamente porque o prazer é um benefício para todas as pessoas, independentemente de sexo, preferência sexual e raça".

Em janeiro de 2018, a edição alemã da revista publicou a primeira capa com uma modelo trans, com Giuliana Farfalla, de 21 anos, ex-participante do reality show German's Next Top Model.

Nascida em Querétaro, no México, Victoria Volkova tem 27 anos e mais de 900 mil seguidores no Instagram. A modelo é ativista LGBT e tem um canal no YouTube, com mais de um milhão de inscritos.

 

 

 

No Instagram, Victoria Volkova comemorou o espaço que a revista Playboy México deu para ela. "Esta capa celebra as diferentes formas de ser mulher, as diferentes formas de ser bonita, as diferentes formas de explorar a sua sensualidade e desfrutar do seu processo. Espero que, com ela, as pessoas fiquem mais curiosas. Mais curiosidade em se conhecer, em saber como é ser uma pessoa trans, sobre como as pessoas trans vivem neste país e no mundo e pelo que temos que passar para ter uma vida digna, ser respeitados, ganhar a vida, para conseguir um emprego, sobreviver à escola, nesta sociedade que não se volta para nós ou para os nossos problemas", declarou.

A modelo trans também confessou que passou por um processo emocional até conseguir se aceitar. "Por muito tempo odiei meu corpo e ser uma mulher trans, pois achava que isso era o que me tornava uma pessoa menos valiosa, menos merecedora de amor, menos "normal". Mas depois aprendi que quem tinha que me aceitar era eu antes de exigir que os outros. Quando você se aceita, não liga mais para o que os outros pensam de você", concluiu.

 

 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Antes que nada... GRACIAS. Esta portada celebra las diferentes formas de ser mujer, las diferentes formas de ser bella, las diferentes formas de explorar tu sensualidad y disfrutar de tu proceso. Espero que con esta portada las personas tengan mas curiosidad. Más curiosidad de conocerse, más curiosidad de conocer cómo es ser una persona trans. Más curiosidad de cómo viven las personas trans en este país y en el mundo y qué es lo que tenemos que pasar para vivir una vida digna, para ser respetadas, para ganarnos la vida, para ganarnos el respeto de los demás, para ser escuchadas y dignificadas, para conseguir un trabajo, para sobrevivir la escuela, para sobrevivir en esta sociedad que no nos voltea a ver ni a nosotras ni a nuestros problemas. Esta portada también es hacer las pases conmigo misma. Por mucho tiempo odiaba mi cuerpo y odiaba ser una mujer trans, ya que pensaba que eso era lo que me hacía una persona menos valiosa, menos merecedora del amor, menos “normal”. Pero después aprendí que la que tenía que aceptarse era yo misma antes de exigir que los demás me aceptaran, porque cuando te aceptas tu primero te deja de importar lo que los demás opinen de ti. Cuando aprendes a amarte a ti misma y a ver todo lo que te hace hermosa y valiosa. Cuando abrazas tus imperfecciones y les dices que gracias por hacerte tan única y tan diferente. Cuando aprendes que tu mayor diferenciador, eso por lo que la gente te molestaba en la escuela, es lo que años después te convertirá en una persona que va a resaltar del resto. Pueden leer la carta completa y ver las fotos en el link en mi bio #VictoriaEnPlayboy @playboymx

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