'Tem que ser a história certa', diz ator de 'Brooklyn Nine-Nine' sobre abordar saúde mental na série

Redação - O Estado de S.Paulo

A série, que foi cancelada pela Fox e recuperada pela NBC, tem a sexta temporada confirmada

Os personagens Jake Peralta (Andy Samberg), Charles Boyle (Joe Lo Truglio) e Amy Santiago (Melissa Fumero). 

Os personagens Jake Peralta (Andy Samberg), Charles Boyle (Joe Lo Truglio) e Amy Santiago (Melissa Fumero).  Foto: Cena de 'Brooklyn Nine-Nine'/Fox

Em maio, a Fox anunciou o cancelamento de Brooklyn Nine-Nine. Porém, o anúncio teve repercussão muito negativa e a NBC "salvou" a série, comprando os direitos para uma sexta temporada, o que foi um alívio para os fãs – e, claro, também para o elenco.

Em entrevista à Hollywood Reporter, os atores Andy Samberg (Jake Peralta), Melissa Fumero (Amy Santiago), Terry Crews (sargento Terry Jeffords), Stephanie Beatriz (Rosa Díaz), Joe Lo Truglio (Charles Boyle), Chelsea Peretti (Gina Linetti), Dirk Blocker (Hitchcock), Joel McKinnon Miller (Scully), e os produtores e roteiristas Dan Goor e Luke Del Tredici, falaram sobre a importância das questões abordadas na série, como a saúde mental e a bissexualidade, e a inclusão de latinos e negros mesmo dentro da Fox, uma emissora conservadora.

"Tudo o que eu sei é que há diferentes grupos na Fox. As pessoas com as quais nós lidamos, eu realmente as amo e elas sempre apoiaram muito a série", disse Samberg.

"Dan [roteirista] é uma pessoa que acredita em equidade e inclusão, e isso fica explícito em seu roteiro. Ele queria que a voz de uma pessoa bissexual fosse ouvida na trama, e acabou que a atriz que interpreta o personagem que eles queriam que se assumisse bi também é bissexual. Foi um presente, e eu acho que fizemos isso de uma maneira incrível", disse Stephanie, que se assumiu bissexual pouco antes de sua personagem, Rosa, também assumir na série.

Sobre questões de saúde mental, Samberg falou que a principal preocupação era tratar isso com respeito na série. "Toda vez que lidamos com algo tão complexo como isso... tem que ser a história certa, para que nós façamos tudo corretamente e não fique contraditório, ao fazermos uma piada sobre isso ao mesmo tempo em que respeitamos. É por isso que episódios como o da Rosa decidindo se assumir, ou quando Terry sofre racismo em seu próprio bairro, esses episódios levam mais tempo, porque, se você errar, a coisa fica feia".

Goor contou que a sexta temporada está em fase de pré-produção, e ainda não tem previsão de estreia. "Nós temos um monte de scripts, um monte de histórias. Vai ser bom. Os roteiristas estão trabalhando", contou o diretor.