Susana Vieira é internada em CTI para tratar sequelas da covid-19

Thaíse Ramos - Especial para o Estadão

Atriz de 79 anos, que faz tratamento contra um tipo de leucemia, está hospitalizada no Rio de Janeiro

O papel como Emília em 'Éramos Seis' foi o primeiro de Susana Vieira desde que tornou pública sua luta contra uma leucemia.

O papel como Emília em 'Éramos Seis' foi o primeiro de Susana Vieira desde que tornou pública sua luta contra uma leucemia. Foto: TV Globo/Raquel Cunha

Susana Vieira precisou ser internada para tratar sequelas da covid-19 no Hospital Copa Star, em Copacabana, no Rio de Janeiro. A atriz de 79 anos, que testou positivo para o novo coronavírus no dia 12 de julho, está internada desde a última terça-feira, 2, recebendo medicação intravenosa. 

A artista, que em 2015 foi diagnosticada com um tipo de leucemia (LLC – Leucemia Linfocítica Crônica), passa bem. Ela ainda não sabe quando vai receber alta da unidade hospitalar.

“Estou bem. A Covid deixou sequelas no pulmão e precisei fazer um ciclo de medicação venosa, por isso estou internada. Como tenho leucemia, é protocolo a internação em CTI. Com a medicação e fisioterapia, em breve, estarei em casa", declarou ela ao jornal Extra.

Rodrigo Vieira, filho de Susana, está a caminho do Brasil e deve chegar neste fim de semana. Ele estava a trabalho na Europa e já viria ao país para o aniversário de 80 anos da mãe, no próximo dia 23, mas resolveu adiantar a volta.

A atriz recebeu todas as doses da vacina contra a covid, indicadas para a sua faixa etária, e passou bem pela doença quando a contraiu.

 

Diagnóstico de leucemia

Em 2020, durante participação no programa Altas Horas, da Globo, Susana Vieira falou sobre o diagnóstico de leucemia. 

"O médico falou friamente: 'A senhora está com uma leucemia linfocítica'. E depois perguntei: 'Quanto meses eu tenho?'. Aí ele me deu uma notícia, que por um lado é boa e por outro não: que minha leucemia não pode ser operada, ela é crônica, então tenho um câncer como se fosse uma bomba dentro de mim, mas que me estimula a dizer que vou vencer, que isso não me pertence", disse.

"Tenho anemia hemolítica, duas doenças raras e difíceis, mas que com minha alegria e bom humor eu até consigo brincar com isso. Posso continuar vivendo e é essa alegria que me mantém saudável", completou.