Reforma na casa de Harry e Meghan usou R$ 11,6 milhões de dinheiro público

Agência - AP

Residência passou por um processo de renovação para receber o casal e o filho recém-nascido

Príncipe Harry e Meghan Markle na época do noivado deles, em novembro de 2017.

Príncipe Harry e Meghan Markle na época do noivado deles, em novembro de 2017. Foto: Eddie Mulholland/Reuters

A casa do duque e da duquesa de Sussex foi renovada com 2,4 milhões de libras (cerca de R$11,6 milhões) provenientes do dinheiro dos contribuintes, revelaram contas reais na última terça-feira, 25.

A residência do príncipe Harry e de sua mulher Meghan, perto do Castelo de Windsor, chamada Frogmore Cottage, passou por um grande trabalho para transformar cinco propriedades em uma única casa para o casal e seu bebê Archie. Luminárias, acessórios e móveis da estrutura da Era Vitoriana foram pagos pelo casal real.

Os números eram parte da divulgação das contas da família real, que mostrou que os contribuintes britânicos gastaram 67 milhões de libras (R$ 325 milhões) na monarquia durante 2018 e 2019, um aumento de 41% em relação ao ano anterior.

"A propriedade não tinha sido objeto de trabalho há alguns anos e já havia sido destinada à renovação, de acordo com nossa responsabilidade de manter a condição da propriedade ocupada dos palácios reais", disse Michael Stevens, da Privy Purse, responsável pelas contas da monarquia. "O prédio foi revertido a uma única residência e a infraestrutura desatualizada foi substituída para garantir um futuro a longo prazo para a propriedade", disse ele. "Substancialmente todos os equipamentos e acessórios foram pagos por suas altezas reais."

O grupo Republic, que faz campanha anti-monarquia, questionou o por quê de tanto dinheiro ter sido gasto nas reformas em um momento em que os serviços públicos estão sob pressão financeira. "É particularmente irritante que eles consigam fugir disso, enquanto os serviços públicos precisam de dinheiro", disse o porta-voz do grupo, Graham Smith.

No geral, os gastos aumentaram principalmente devido aos altos níveis de despesas dedicadas a reformas críticas no Palácio de Buckingham, em Londres. A estrutura icônica está no segundo ano de um projeto de 10 anos, depois que um relatório concluiu que a infraestrutura do prédio corria risco de uma falha catastrófica.

O total do subsídio soberano, que financia as despesas oficiais da rainha Elizabeth II e de sua família, foi de 82,2 milhões de libras, ou 1,24 libras por pessoa no Reino Unido. Esse número inclui 15,2 milhões de libras esterlinas (R$ 73,8 milhões) reservados para futuras fases da renovação do palácio.