R. Kelly recebe 11 novas acusações relacionadas a crimes sexuais

Agência - AP

Cantor já enfrenta dez outras incriminações de abuso sexual e se declarou inocente das primeiras acusações

O cantor R. Kelly, em março de 2019.

O cantor R. Kelly, em março de 2019. Foto: Ashlee Rezin/Chicago Sun-Times via AP

O cantor R. Kelly,  estrela americana do R&B, recebeu nesta quinta-feira, 30, 11 novas acusações de crimes sexuais, incluindo alguns com sentença máxima de 30 anos de prisão, tornando-as as mais graves contra ele.

Os promotores do condado de Cook acusaram o cantor com quatro agressões sexuais criminosas, duas de agressão sexual à força, duas de abuso sexual criminal agravado e três acusações de abuso sexual criminal agravado contra uma vítima que tinha, pelo menos, entre 13 e 17 anos na época do ocorrido.

Entre outras coisas, os promotores alegam que Kelly usou força ou ameaçou usá-la para pressionar a vítima a fazer sexo ou sexo oral nele. As informações foram relatadas pelo jornal The Chicago Sun-Times, que cita documentos judiciais.

As quatro acusações de agressão sexual criminal agravada têm pena máxima de 30 anos de prisão. R. Kelly já estava enfrentando dez outras acusações de abuso sexual agravado envolvendo quatro mulheres, três delas menores de idade à época dos casos.

As novas acusações, aparentemente, se referem a uma única vítima, identificada no processo judicial pelas iniciais J.P. Não está claro se ela é a mesma pessoa de uma das quatro acusadoras iniciais, que também foi identificada pelas mesmas letras.

De acordo com os arquivos, as oito primeiras acusações são de encontros que supostamente ocorreram entre 1º de janeiro e 31 de janeiro de 2010. Três outras dizem respeito a supostos encontros entre 1º de maio de 2009 e 31 de janeiro de 2010.

Kelly se declarou inocente das primeiras acusações e negou qualquer irregularidade após sua prisão em fevereiro. O advogado de defesa do cantor, Steve Greenberg, disse ao Sun-Times que havia recebido novas denúncias dos promotores, mas não viu nenhum arquivo do caso. Ele disse que entendeu que as alegações são "de anos atrás".