Os cinco hábitos da vida longa

- O Estado de S.Paulo

Medidas simples, como alimentação regrada e exercícios diários, podem reduzir em até 70% o risco de doenças como diabetes, demência e câncer

Homens apresentaram 60% menos chances de ter ataques cardíacos, derrames e demência

Homens apresentaram 60% menos chances de ter ataques cardíacos, derrames e demência Foto: Jean Claude Mouton/Creative Commons

Muito se fala sobre a relação entre os hábitos saudáveis e a longevidade. Mas qual o impacto real das atividades cotidianas na expectativa e qualidade de vida das pessoas? Um estudo que acaba de completar 35 anos revelou parte da resposta. Nessas ultimas três décadas e meia, pesquisadores da Escola de Medicina da Universidade Cardiff, no Reino Unido, monitoraram 2 235 homens, de 45 a 59 anos, e identificaram cinco atitudes essenciais para reduzir os riscos de doenças crônicas relacionadas à idade: não fumar, praticar exercícios, comer frutas e vegetais, manter o peso normal e consumir álcool com moderação. 

Homens que seguiram ao menos quatro dessas cinco regras apresentaram 60% menos chances de ter ataques cardíacos, derrames e demência. O risco de se desenvolver vários tipos de câncer diminui em 40% e a propensão a ter diabetes caiu 70%. A mais recente atualização do estudo foi publicado no PLOS One. Manter apenas um desses hábitos garantiria aos participantes uma redução de 13% no risco de demência, 12% no desenvolvimento de diabetes, 6% nas chances de sofrer de problemas cardíacos e 5% no total de mortes, segundo os cálculos do médico Peter Elwood, responsável pelo trabalho.

Os participantes, voluntários, respondiam a questionários sobre seus hábitos regularmente e eram reexaminados a cada cinco anos. Eram consideradas atitudes saudáveis: comer mais de três porções de frutas e verduras, caminhar mais de três quilômetros (ou pedalar oito) e tomar menos de três dose de bebida alcoólica, por dia, além de manter um peso considerado normal de acordo com o índice de massa corporal (peso dividido pelo quadrado da altura) e não fumar.

“Seguir essas regras não garantiu a nenhum dos participantes proteção total contra doenças crônicas, mas os que desenvolveram alguma enfermidade tiveram a saúde prejudicada muito mais tardiamente do que os que negligenciaram os hábitos saudáveis”, disse Elwood ao jornal inglês The Telegraph. “As doenças do coração foram postergadas em mais de doze anos e os casos de demência, em seis anos”, afirmou.