Meghan Markle visita memorial a mulher sul-africana assassinada

Agência - AP

O empoderamento feminino é uma das muitas questões que a duquesa e o duque de Sussex estão priorizando na primeira turnê oficial com o filho Archie

Meghan Markle presta homenagem à estudante Uyinene Mrwetyana, que foi estuprada e assassinada na África do Sul

Meghan Markle presta homenagem à estudante Uyinene Mrwetyana, que foi estuprada e assassinada na África do Sul Foto: Sussex Royal / DUKE AND DUCHESS OF SUSSEX / AFP

Meghan Markle, a duquesa de Sussex, visitou um memorial em Cape Town onde uma jovem sul-africana cujo estupro e assassinato inspiraram milhares de pessoas a protestar contra a alta taxa de violência sexual do país.

Em uma parada tranquila durante uma turnê real, Meghan amarrou uma fita no memorial em um posto dos correios, onde Uyinene Mrwetyana, estudante de 19 anos, foi atacada no mês passado. O ataque levou mulheres indignadas a marchar nas ruas das principais cidades e a se unir a uma campanha online chamada #AmINext.

Uma publicação na conta da realeza no Instagram chamou a morte de "um ponto crítico no futuro dos direitos das mulheres na África do Sul" e disse que a visita era "pessoalmente importante" para Meghan.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

“Simi kunye kulesisimo” – ‘We stand together in this moment’ The Duchess of Sussex has tied a ribbon at the site where 19-year-old Cape Town student Uyinene Mrwetyana was murdered last month, to pay her respects and to show solidarity with those who have taken a stand against gender based violence and femicide. Over the last month in Capetown, protests erupted through the streets in outrage over GBV in South Africa. The Duke and Duchess had been following what had happened from afar and were both eager to learn more when they arrived in South Africa. The Duchess spoke to the mother of Uyinene this week to relay their condolences. Visiting the site of this tragic death and being able to recognise Uyinene, and all women and girls effected by GBV (specifically in South Africa, but also throughout the world) was personally important to The Duchess. Uyinene’s death has mobilised people across South Africa in the fight against gender based violence, and is seen as a critical point in the future of women’s rights in South Africa. The Duchess has taken private visits and meetings over the last two days to deepen her understanding of the current situation and continue to advocate for the rights of women and girls. For more information on the recent events in South Africa, please see link in bio. #AmINext

Uma publicação compartilhada por The Duke and Duchess of Sussex (@sussexroyal) em

A duquesa também conversou com a mãe de Mrwetyana, afirmou a publicação, acrescentando que "o duque e a duquesa estavam acompanhando o que havia acontecido de longe e estavam ansiosos para aprender mais quando chegaram à África do Sul".

Mais de 100 estupros são registrados todos os dias na África do Sul, e o presidente Cyril Ramaphosa chama o país de "um dos lugares mais inseguros do mundo para ser mulher". Ele anunciou novas medidas de emergência e prometeu ser mais severo com os autores, mas alguns mulheres cansadas de anos de tais pronunciamentos sugeriram que a África do Sul recuperasse a pena de morte para estupradores.

O escopo do problema é bem conhecido. Mais de 2.700 mulheres foram assassinadas na África do Sul no ano passado e mais de 1.000 crianças, diz o governo. Uma em cada cinco mulheres com mais de 18 anos enfrentou violência física de um parceiro.

O empoderamento das mulheres é uma das muitas questões que Meghan e o príncipe Harry estão destacando em sua primeira turnê oficial em família com o bebê, Archie. A visita de dez dias a vários países continuou no sábado, 28, para Harry, com uma reunião em Angola com o presidente da nação da África Austral.

O príncipe na sexta-feira, 27, seguiu os passos de sua falecida mãe, a princesa Diana, cuja caminhada por um campo minado ativo em Angola anos atrás ajudou a levar a uma proibição global de armas mortais.