Mano Brown confirma Emicida e Seu Jorge na segunda temporada de ‘Mano a Mano’

Bárbara Correa - Especial para o Estadão

Após sucesso da entrevista com Lula, cantor revelou que a ex-presidente Dilma também 'está no radar'

A primeira temporada do podcast 'Mano a Mano' estreou em agosto de 2021

A primeira temporada do podcast 'Mano a Mano' estreou em agosto de 2021 Foto: Spotify

A segunda temporada do podcast mais ouvido do Brasil está cada vez mais próxima. A segunda temporada de Mano a Mano estreia no dia 24 de março no Spotify e, em coletiva de imprensa realizada nesta quinta-feira, 17, Mano Brown antecipou alguns nomes dos próximos entrevistados. 

Emicida e Seu Jorge foram confirmados nos novos episódios e, segundo o apresentador, a ex-presidente Dilma está no radar também. Na primeira temporada, o artista entrevistou o ex-presidente Lula e o episódio foi o mais ouvido no Spotify Brasil em 2021.

"Dilma está no radar, ela foi uma das mulheres mais injustiçadas da hitória do Brasil. Seu Jorge é o próximo a ser gravado, ele tem muito a acrescentar sobre cinema, brasileiros fora do Brasil, como é ser negro fora do Brasil, etc. Já gravamos com o Emicida e foi sensacional, ele é um oráculo", afirmou Mano Brown.

O artista ainda comentou sobre o impacto do sucesso do podcast em sua carreira e na forma como o público o vê. "As pessoas me colocavam num lugar muito marginal, como um cara ignorante e intransigente e eu nunca fui, convivi com a desconfiança da minha intelectualidade. Eu era obrigado a conviver com a imagem de um cara burro, muita gente se surpreendeu ao me ver abordando diversos assuntos", explicou. 

Ao relembrar do episódio de estreia, feito com Karol Conká pouco tempo depois da eliminação dela do Big Brother Brasil 21, com grande rejeição, o rapper garantiu que deru sorte de ter a participação da ex-sister e ainda brincou sobre a edição deste ano. 

"Demos muita sorte de ter ela. Onde a negra põe a mão é milhões de visualizações. Vocês estão vendo a falta que ela está fazendo lá dentro, na audiência", disse rindo. Por fim, o apresentador falou da importância de saber se comunicar com seu público que é majoritariamente jovem e de periferia, segundo ele. 

"Conhecimento tem que ser compartilhado, a nossa função é sempre compartilhar e não concentrar. Eles [jovens]se espelham em quem tá perto. Entendo que na periferia existe uma inteligência de sobrevivência, você só se apega ao que é útil, não vai se encher de informação inútil. Maior do que nós, é a ideia e a nossa causa!".